Só os residentes na Arábia Saudita e vacinados têm autorização para ir à peregrinação de Meca

Na Mesquita Central de Lisboa haverá dois períodos de oração a 20 de julho, para acolher, em congregação, entre três mil e seis mil muçulmanos.

O limite esbarra nas 60 mil pessoas. Neste ano só os residentes na Arábia Saudita e vacinados contra a Covid-19 têm autorização para participar na grande peregrinação anual a Meca. Este é o segundo ano em que o acontecimento de foro religioso decorre com várias restrições devido à pandemia.

Em 2020, apenas dez mil peregrinos puderam fazer as suas orações, contra os 2,5 milhões que em 2019 chegaram de todas as partes do mundo. Em declarações à TSF, David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, confessa compreender que exista algum receio mas acredita que estão garantidas as condições de segurança. Apesar de admitir que este "é o sonho, é o desejo de todos os muçulmanos que tenham possibilidade para o fazer", David Munir explica que, "tendo a possibilidade de fazer essa viagem, por razões de saúde não a podemos fazer. É o segundo ano em que os estrangeiros, fora do reino da Arábia Saudita, não poderão participar".

"Toda a comunidade muçulmana, em geral, está muito apreensiva, e esperemos, intensificamos as nossas orações para que esta pandemia acabe de vez, para que haja uma cura que possa resolver o problema a todos, incluindo os mais carenciados", admite.

David Munir adianta que será uma oração diferente, porque os muçulmanos não podem manter o ritual de estar em contacto uns com os outros. "Na oração que é feita em congregação, juntamos ombro com ombro, para não deixarmos um espaço a meio. Desde há dois anos, por causa do distanciamento, temos de dar esse espaço. Já não se podem juntar ombro com ombro nas nossas orações."

"A mesquita sagrada está aberta. As mesquitas de Meca e de Medina estão abertas, mas com muitas limitações." O imã da Mesquita Central de Lisboa salienta que os procedimentos, como o distanciamento e a higienização, serão cumpridos com rigor.

Apesar da pandemia, a Mesquita de Lisboa vai realizar a tradicional Festa do Sacrifício, que acontece após a peregrinação a Meca. O imã da Mesquita de Lisboa afirma que a decisão não é consensual, e que esperam receber "entre três mil e seis mil pessoas".

"Nesses dias, em todas as partes, tirando Meca, há uma oração especial de manhã, a partir das 07h30/08h00. Nós vamos ter, as mesquitas vão ter, mas com muitas, muitas limitações. Há vozes a dizerem para não fazermos essa oração especial, mas vamos redobrar a nossa segurança." Este evento especial acontecerá a 20 de julho, na terça-feira. "Para facilitar vamos ter duas orações: a mesma, mas dividida em duas partes", estabelece David Munir, que fixa dois horários espaçados - às 07h00 e 10h00, aproximadamente - para a desinfeção de todo o espaço ser realizada.

Este encontro na Mesquita de Lisboa acontece após a grande peregrinação anual a Meca, que começou este fim de semana. Para garantir o distanciamento a que a pandemia obriga foram instalados dispositivos de desinfeção, portas de controlo e acessos "inteligentes" no percurso da peregrinação e na Grande Mesquita.

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