Sondagem dá vitória ao "sim" no referendo para reduzir deputados em Itália

Reforma prevê que a Câmara dos Deputados passe a ter 400 deputados e que o Senado seja reduzido a 200 lugares.

O "sim" à redução em um terço dos deputados em Itália venceu o referendo realizado no domingo e hoje com 60% a 64% dos votos, segundo sondagens à boca das urnas.

O "não" obteve entre 36% e 40%, segundo o mesmo estudo, divulgado pela televisão pública RAI.

Mais de 50 milhões de italianos foram convocados a votar no referendo sobre a redução do número de deputados e senadores dos atuais 945 para 600.

Com esta reforma, uma promessa eleitoral do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema), a Câmara dos Deputados passará, na próxima legislatura, a ter 400 deputados, em vez dos atuais 630, e o Senado 200 senadores, em lugar dos atuais 315.

O referendo tinha sido previsto para março, mas foi adiado devido à pandemia de covid-19.

O referendo realizou-se em simultâneo com eleições em sete regiões.

Na Toscana (centro), bastião histórico da esquerda, a coligação de extrema-direita e o candidato da esquerda estão empatados, segundo sondagem à boca das urnas da televisão italiana Sky-TG 24.

O candidato do Partido Democrata (PD, centro-esquerda), Eugenio Giani, terá obtido entre 41% e 45% dos votos e a candidata da Liga (extrema-direita), Susanna Ceccardi, 38% a 42%, numa sondagem cuja margem de erro é de 3,1%.

Segundo a sondagem da RAI, Eugenio Giani, apoiado por outros três partidos de esquerda, obteria entre 43,5% e 47,5% e Susanna Ceccardi entre 40% e 44%.

Também na Apúlia (sul) registam-se resultados muito próximos entre a esquerda e a direita, com o candidato do PD e atual governador, Michele Emiliano, e o candidato da direita, Raffaele Fitto com entre 39% e 43% dos votos, segundo a sondagem da RAI.

Nas seis regiões em que o presidente do governo regional é eleito por voto direto, quatro estão nas mãos do centro-esquerda -- Toscana, Marcas, Campânia e Puglia) e duas nas do centro-direita (Veneto e Ligúria).

Na região de Vale da Aosta (noroeste) vota-se através de um sistema autónomo em que o presidente é eleito pelos conselheiros regionais.

Na Campânia (sul), o centro-esquerda deverá manter o governo regional, com o atual presidente, Vincenzo De Luca, com entre 54% e 58% dos votos e o candidato do centro-direita, Stefano Caldoro, com entre 23% e 27%.

Em Veneto (norte), o atual presidente do Veneto, Luca Zaia, apoiado pelo centro-direita, deverá obter entre 72% e 76% dos votos, enquanto Arturo Lorenzoni, o candidato do Partido Democrata (PD), 16% a 20%.

Em Marcas (centro), o centro-esquerda deverá perder. As sondagens indicam que o candidato de centro-direita Francesco Acquaroli obteria entre 47% e 51% dos votos e Maurizio Mangialardi, do centro-esquerda, entre 34% e 38%.

Nas eleições regionais, se um candidato não tiver mais de 50% dos votos realiza-se uma segunda volta no prazo de 15 dias.

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