Spotify vai tomar medidas para combater desinformação sobre Covid-19

A plataforma irá adicionar um aviso em conteúdos com informação sensível sobre a Covid-19, que oriente os ouvintes para um "centro Covid-19, um recurso que fornece acesso fácil a informações atualizadas e orientadas por dados partilhados por cientistas, médicos, académicos e autoridades de saúde pública em todo o mundo".

O Spotify vai tomar medidas para combater a desinformação sobre a Covid-19 na sua plataforma, anunciou a gigante da música online sueca, após um movimento de boicote lançado pela lenda do 'folk-rock' Neil Young.

O número um do mundo em 'streaming' de música, em particular, vai incluir um aviso em todos os seus conteúdos que falem sobre a Covid-19, em resposta às críticas recebidas pela emissão do programa "The Joe Rogan Experience", apontado de promover a conspiração sobre a Covid-19.

"Estamos a trabalhar para agregar um aviso de conteúdo a qualquer episódio de um 'podcast' que inclua uma discussão sobre a Covid-19", afirmou o presidente executivo da plataforma de música e de programas pré-gravados, Daniel Ek, em comunicado, no qual detalha os padrões de divulgação da empresa.

O aviso, salienta a Spotify, irá orientar os ouvintes para um "centro Covid-19, um recurso que fornece acesso fácil a informações atualizadas e orientadas por dados partilhados por cientistas, médicos, académicos e autoridades de saúde pública em todo o mundo, bem como 'links' para fontes confiáveis".

A polémica em torno do Spotify centra-se no programa "The Joe Rogan Experience", considerado como o 'podcast' mais popular dos Estados Unidos.

O programa, oferecido exclusivamente nesta plataforma depois de o Spotify ter assinado com Rogan por cem milhões de dólares (89,6 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), tem sido criticado por promover teorias da conspiração sobre o coronavírus e incentivar a não vacinação.

Uma carta assinada por 270 médicos e cientistas norte-americanos advertia há algumas semanas o Spotify de que estava a permitir a difusão de mensagens que afetavam a confiança pública na investigação científica e nas recomendações sanitárias.

"Tem havido muita conversação sobre informação relativa à Covid-19 no Spotify. Temos escutado as críticas e estamos a implementar mudanças para ajudar a combater a desinformação", escreveu Ek no Twitter, reconhecendo que, apesar de ter regras para a produção de conteúdos, não foram "transparentes" para que pudessem ser conhecidas por todos.

Os últimos a criticar o Spotify foram o príncipe Harry de Inglaterra e a sua mulher, Meghan Markle, que expressaram a sua preocupação à empresa pela desinformação sobre a Covid-19 na plataforma, embora tenham assegurado que continuam dispostos a trabalhar com ela, explicou esta segunda-feira um porta-voz da sua fundação, Archewell.

A posição dos duques de Sussex aconteceu depois de Neil Young e Joni Mitchell terem anunciado que retiravam a sua música do Spotify como protesto pela emissão do 'podcast' de Joe Rogan.

O presidente executivo da plataforma também insistiu esta segunda-feira no compromisso do Spotify em lutar contra a desinformação assim como na educação sobre questões relacionadas com a Covid-19.

"Lançamos vários recursos educativos e campanhas para criar consciencialização e desenvolvemos e promovemos um centro de informação global de Covid-19", rematou o presidente executivo do Spotify.

A Covid-19 provocou mais de 5,65 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A nova variante Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.
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