Supremo Tribunal da Austrália aceita recurso de cardeal Pell condenado por pedofilia

George Pell foi condenado em março a seis anos de prisão por cinco crimes de abuso sexual de crianças.

O Supremo Tribunal da Austrália anunciou hoje que aceitou examinar o recurso interposto pelo cardeal George Pell, que foi condenado a seis anos de prisão por pedofilia.

Os advogados do Cardeal Pell interpuseram um recurso junto do Supremo Tribunal, com sede em Camberra, em meados de setembro, o último para anular a sua condenação, cuja decisão foi agora conhecida.

Esta é a última possibilidade de o cardeal de 78 anos ver a sua condenação anulada numa complexa batalha jurídica que tem recebido atenção mundial.

Pell foi condenado em março a seis anos de prisão por cinco crimes de abuso sexual de crianças, incluindo um cometido contra dois rapazes do Coro da Catedral de St. Patrick, em Melbourne, em 1996 e 1997.

No dia 21 de agosto, o Supremo Tribunal do Estado de Vitória, com sede em Melbourne, recusou o primeiro recurso de Pell contra a sentença, rejeitando os argumentos apresentados pelos advogados do cardeal que questionaram a veracidade do testemunho de uma vítima e a possibilidade de o júri poder ter emitido um veredicto sem qualquer dúvida razoável.

As acusações de pedofilia contra Pell vieram à luz em 2015, quando uma das vítimas relatou à Polícia de Victoria que tinha sido abusada sexualmente duas vezes pelo prelado, pouco depois de ter sido nomeado arcebispo de Melbourne em 1996.

O cardeal nasceu em Ballarat, no estado australiano de Victoria, e foi também arcebispo de Sydney antes de ser nomeado prefeito da Secretaria de Finanças da Santa Sé em 2014, o cargo mais alto depois do Papa e do secretário de Estado do Vaticano.

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