"Temos de destruir o nazismo." Homenagem a militares no Donbass marca discurso de Putin

Num discurso de 11 minutos, Vladimir Putin acusou Kiev de representar "uma ameaça inaceitável" para a Rússia e ocidente de russofobia.

Putin vai fazer uma declaração oficial de guerra ou anunciar o fim da invasão à Ucrânia? Ao antecipar o discurso do Presidente russo no Dia da Vitória, analistas e especialistas em relações internacionais de todo o mundo previam estes dois cenários como possíveis. Em vez disso, a declaração na Praça Vermelha foi curta e sem anúncio de mudanças na estratégia militar em curso.

O Presidente russo agradeceu aos militares que estão neste momento "a lutar pela defesa do povo em Donbass", comparando-os com os soldados que lutaram contra o regime nazi na Segunda Guerra Mundial.

"Todos os soldados da Rússia estão neste momento a lutar pelo mesmo que lutaram os nossos veteranos na Segunda Guerra: pela defesa e segurança de todo o povo. Temos de proteger os nossos."

Dirigindo-se diretamente aos soldados que estão "a lutar em Donbass até ao fim", Putin reforçou a mensagem: "Vocês estão a lutar pela Pátria, pelo vosso futuro, para que ninguém esqueça as lições da Segunda Guerra Mundial, para que não haja espaço para os nazis. Temos de destruir o nazismo."

"A morte de cada soldado nosso é uma tristeza para todos nós e uma perda infinita para as famílias", continuou o Presidente russo, depois de cumprido um minuto de silêncio na Praça Vermelha, prometendo apoiar as famílias dos militares que morreram na ofensiva contra a Ucrânia.

Sem qualquer referência a outras cidades ucranianas alvo das tropas russas, como Mariupol, Putin nunca se referiu ao conflito armado como uma 'guerra' e disse mesmo esperar que a guerra não volte, numa referência à II Guerra Mundial: "Todos têm familiares que estiveram na guerra. A lembrança da guerra nunca será apagada. Não nos podemos esquecer dos veteranos (...) Temos de fazer tudo para que a guerra não volte."

Numa justificação para a invasão da Ucrânia, Vladimir Putin acusa Kiev de preparar armas nucleares contra Moscovo, numa "ameaça inaceitável mesmo na fronteira" e alega que a Rússia tentou assinar um tratado que fracassou. "Os países da NATO não o quiseram ouvir, o que significa, na realidade, que tinham planos diferentes."

O ocidente está a tornar-se "russofóbico", acusa o Presidente russo. Está a deturpar a memória da Segunda Guerra Mundial e dos soldados que lutaram contra o nazismo. "Nunca vamos desistir do nosso amor pela Pátria, dos nossos costumes."

"Lembramo-nos como o inimigo da Rússia tentou usar contra nós os gangues do terrorismo internacional. Eles tentaram semear a inimizade internacional e religiosa para nos quebrar, para nos enfraquecer por dentro, mas falharam (...) Hoje os nossos guerreiros de diferentes etnias estão a lutar juntos na batalha. Protegem-se uns aos outros de balas, fragmentos e estilhaços, como irmãos, e essa é a força da Rússia. A força imbatível da nossa nação"

"A independência da Rússia é o valor mais importante do nosso país", terminou.

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