"Temos de nos preparar para o longo prazo." NATO promete ajudar a Ucrânia "enquanto for preciso"

Jens Stoltenberg agradece à Finlândia, à Suécia e à Turquia pelo acordo que permite iniciar o processo para a adesão à Aliança Atlântica. "Putin não conseguiu fechar portas da NATO."

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, quis passar uma "mensagem clara": "A Ucrânia pode contar connosco enquanto for necessário (...) o nosso compromisso é inabalável."

Os aliados vão continuar a enviar ajuda para Kiev, incluindo armamento e equipamento militar, mas também comunicações de segurança, combustível e medicamentos.

"Esta é uma mensagem em palavras, mas também uma mensagem concreta, em equipamento, o que significa que nos estamos a preparar para o longo prazo. As guerras são imprevisíveis, por isso temos de nos preparar para o longo prazo."

Stoltenberg ressalva que "esta guerra, como todas as guerras, vai acabar na mesa de negociações", mas é importante que os ucranianos possam chegar a um acordo "nos seus termos". Fica ainda o elogio à "coragem e liderança" do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky - "uma inspiração para todos nós".

O secretário-geral da NATO anunciou que a organização vai reforçar as forças de defesa e dissuasão e aumentar o número de efetivos em alerta rápido para mais de 300 mil. Serão ainda mobilizadas "forças pré-definidas para defender aliados específicos", o que não acontecia desde a Guerra Fria.

"O novo conceito estratégico, aprovado esta quarta-feira, deixa bem claro que a Rússia constitui a ameaça mais significativa e direta à nossa segurança", aponta.

Sobre a Finlândia e a Suécia, Jens Stoltenberg destaca que os líderes da organização "tomaram a decisão histórica de convidar a Finlândia e a Suécia para se tornarem membros da NATO".

O secretário-geral agradece à Finlândia, à Suécia e à Turquia - pelo acordo que permite, agora, iniciar o processo formal para a adesão dos suecos e finlandeses à Aliança Atlântica. A negociação "exigiu um trabalho árduo, durante várias semanas, com contactos múltiplos a muitos níveis diferentes."

"Este é um bom acordo para a Turquia, é um bom acordo para a Finlândia e a Suécia e é um bom acordo para a NATO."

"O Presidente Putin não teve êxito em fechar a porta da NATO - esta porta continua aberta", aponta Stoltenberg, reforçando que a organização sempre respeitou a decisão da Finlândia e a Suécia de não se juntarem à Aliança Atlântica, tal como agora respeita o seu desejo de aderir.

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