"Temos de votar para retirar Trump." Marcha das Mulheres junta milhares nos EUA

Mulheres saíram à rua em mais de 400 localizações nos Estados Unidos para pedir a não reeleição do atual Presidente.

Alinhadas na Praça da Liberdade na capital americana, vestidas com uma túnica vermelha e chapéu branco, em alusão à série de televisão americana Handmaid"s Tale que aborda uma América despida de direitos humanos e civis femininos, um grupo de mulheres lembra que a ficção pode tornar-se realidade. "Queremos demonstrar o que pode acontecer aos direitos das mulheres se a pessoa errada for eleita", diz uma das mulheres, que não quis revelar a identidade, à TSF. "É importante certificarmo-nos que temos um forte impacto visual para que as pessoas votem para proteger os direitos das mulheres", acrescenta.

Mas a Marcha das Mulheres não se compôs apenas de elementos femininos. Mulheres, homens e crianças saíram à rua na capital dos Estados Unidos e em mais de 400 localizações em todo o país, vestidos com togas, erguendo inúmeros cartazes.

A favor da lei do aborto e acesso aos cuidados de saúde, contra a nomeação de Amy Coney Barrett para o Tribunal Superior (a votação no Senado acontece no dia 22 de Outubro) e, sobretudo, a reeleição de Donald Trump que consideram ser um ataque à defesa do direito das mulheres. "As pessoas têm de votar. Temos de votar para retirar Trump e Pence. Estamos a manifestar-nos para projetarmos para o mundo o que acontece aqui."

"Não sou cidadã Americana, mas vivi neste país 60 anos. Eu vivi os anos 60 e todas as manifestações dessa década, Vietname, direitos civis e não posso crer que continuo a lutar a mesma luta. Eu voei propositadamente da Escócia para esta marcha, porque não quero ver os meus sonhos serem destruídos", conta uma das mulheres entre a longa língua de manifestantes frente ao capitólio.

Alguns membros de organizações pró-vida juntaram-se frente ao Tribunal Superior. Em resposta, os manifestantes da Marcha das Mulheres gritaram o nome de Ruth Bader Ginsburg, a reconhecida juíza que dedicou a sua vida à defesa dos direitos das mulheres. RGB, como ficou conhecida, morreu no dia 18 de setembro. Antes de falecer, Ruth Bader Ginsburg pediu que a sua posição no Tribunal Superior fosse preenchida apenas após as eleições de novembro.

De acordo com a organização, a Marcha das Mulheres reuniu em Washington DC entre cinco a oito mil pessoas.

A primeira Marcha das Mulheres ocorreu em janeiro de 2017, um dia depois da tomada de posse de Donald Trump. Cerca de três milhões de pessoas em todo o país participaram no protesto após a eleição do presidente americano. A Marcha ficou registada na História dos Estados Unidos como uma das maiores manifestações de sempre.

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