Tesla recolhe 285 mil carros ao detetar risco de colisão nos veículos autónomos

O alerta diz respeito a alguns dos modelos 3 e Y, importados ou fabricados na China, pelo que entrará em contacto com os proprietários afetados e substituirá gratuitamente o 'software' por uma nova versão.

A empresa de carros elétricos Tesla vai chamar mais de 285 mil carros autónomos do mercado chinês, após uma investigação que detetou que o 'software' de assistência ao motorista pode causar colisões.

Segundo a agência France-Presse (AFP), o governo chinês anunciou, na noite de sexta-feira, que a Tesla indicou que o alerta diz respeito a alguns dos modelos 3 e Y, importados ou fabricados na China, pelo que entrará em contacto com os proprietários afetados e substituirá gratuitamente o 'software' por uma nova versão.

Este é o mais recente dos problemas dos carros inovadores que conduzem sozinhos sob investigação das autoridades chinesas, depois de vários acidentes fatais nos últimos meses.

"Devido a problemas com o sistema de controlo de velocidade (...), o motorista pode facilmente acioná-lo por engano", observaram as autoridades no seu relatório, o que "pode causar um aumento repentino na velocidade e, em casos extremos, provocar uma colisão".

O construtor de automóveis também teve de enfrentar inúmeras reclamações de clientes chineses nas redes sociais, que questionaram problemas de qualidade e de serviço.

Tudo culminou num protesto no Salão do Automóvel de Xangai, amplamente divulgado pelos media e redes sociais, de uma cliente que revelou que quase morreu devido a uma falha no sistema de travagem do seu veículo.

O sistema de controlo da velocidade, que é projetado para "controlar a velocidade do veículo para acompanhar o tráfego ao redor", é uma parte importante da função a condução assistida, refere o 'site' da Tesla.

A empresa americana, que está autorizada, o que é raro na China, a construir em Xangai sem um parceiro chinês, é muito popular na China, onde vende um quarto das suas viaturas.

O anúncio da recolha dos automóveis provocou, na sexta-feira, uma queda de quase 8% das ações da Tesla nos Estados Unidos.

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