Tiroteio em universidade nas Filipinas faz pelos menos três mortos e dois feridos

Autoridades admitem ter sido um assassinato direcionado. O incidente aconteceu quando estudantes de direito e as respetivas famílias chegavam para uma cerimónia de formatura, na qual deveria participar o presidente do Supremo Tribunal.

Pelo menos três pessoas morreram e duas ficaram feridas durante um tiroteio ocorrido este domingo numa universidade na capital filipina Manila, no que as autoridades admitem ter sido um assassinato direcionado.

A Autoridade Metropolitana da capital alertou nas redes sociais para um incidente com armas de fogo que começou pelas 14:55, hora local (08:55 GMT), junto aos portões da Universidade Ateneo de Manila, uma das mais conceituadas do país.

O incidente aconteceu quando estudantes de direito e as respetivas famílias chegavam para uma cerimónia de formatura, na qual deveria participar o presidente do Supremo Tribunal.

O oficial Roderick Augustus, porta-voz da Polícia Nacional, disse aos jornalistas que o suspeito "está sob custódia" e que foi aberta uma investigação para esclarecer as razões do incidente, segundo o portal de notícias Inquirer.

Já o portal de notícias Rappler avança que três pessoas morreram: uma no local e outras duas após a chegada ao hospital, incluindo a ex-autarca de um município da ilha de Basilan, no sudeste do país, Rose Furigay, cuja filha, que ficou ferida e está "em situação estável" no hospital, estava entre os graduados.

A assistente de Furigay e um segurança da universidade também morreram.

O Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, expressou o seu "choque e tristeza" numa publicação na rede social Twitter.

"Prometemos que as autoridades investigarão de forma exaustiva e rápida estes assassinatos e levarão os envolvidos à justiça", disse o Presidente.

A universidade, por sua vez, anunciou o cancelamento das cerimónias de formatura da Faculdade de Direito, que estavam marcadas para esta tarde.

Tiroteios em escolas e faculdades são raros nas Filipinas, apesar das poucas limitações ao porte de arma, mas assassinatos seletivos de políticos são bastante comuns, especialmente durante períodos eleitorais.

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