Treino ou provocação? Mais 4 bombardeiros russos intercetados ao largo do Alasca

A interceção foi feita por dois jatos militares norte-americanos. O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte divulgou o que aconteceu na costa do Alasca.

Quatro bombardeiros e dois caças Su-35 russos aproximaram-se na segunda-feira da costa norte-americana. Quando a presença dos aviões foi detetada, quatro jatos F 22 norte-americanos foram enviados para fazer a interceção.

Os bombardeiros nucleares de longo alcance entraram na Zona de Identificação da Defesa Aérea, que se estende por cerca de 320 quilómetros da costa oeste do Alasca, mas nunca entraram no espaço aéreo dos Estados Unidos.

O Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) explicou que a interceção foi feita em duas fases. Primeiro, dois Tupolev Tu-95 foram acompanhados por dois F-22; num segundo momento, dois outros jatos encurtaram o voo de mais dois Tupolev e dois Su-35.

Nos últimos anos estas operações militares russas têm-se multiplicado e tiveram sempre a mesma resposta por parte dos Estados Unidos. Houve alturas em que também a força aérea canadiana esteve envolvida nas interceções.

Os militares norte-americanos estão a interpretar a situação desta última segunda-feira como uma tentativa dos russos para treinarem as suas Forças Armadas para uma possível crise, ao mesmo tempo que mostram todo o poderio militar que têm.

O incidente, que já foi confirmado pelo Ministério russo da Defesa, acontece num momento de particular tensão entre Washington e Moscovo por causa de diversas crises como a do Irão e da Venezuela. Na semana passada, o secretário de Estado Mike Pompeo esteve em Sochi para se encontrar com Vladimir Putin e advertiu a Rússia em relação às interferências nas eleições americanas. Pompeo adotou um discurso público mais duro do que o do Presidente Donald Trump.

O comandante do NORAD emitiu um comunicado em que explicou que "a principal prioridade do comando é defender o Canadá e os Estados Unidos. A nossa capacidade de deter e derrotar as ameaças aos nossos cidadãos, infraestruturas vitais e instituições nacionais começa com a deteção, rastreamento e identificação positiva de aeronaves que se aproximam do espaço aéreo dos Estados Unidos e Canadá."

Terrence J. O'Shaughnessy reconheceu que "as patrulhas militares russas na costa dos Estados Unidos e do Canadá tornaram-se cada vez mais complexas nos últimos anos."

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