Tribunal de Contas espanhol reclama 5,4 milhões de euros a líderes independentistas catalães

O Tribunal de Contas citou as defesas dos ex-presidentes catalães Artur Mas e Carles Puigdemont, bem como do ex-vice-presidente Oriol Junqueras, entre outros, para comunicar os processos abertos.

O Tribunal de Contas espanhol pediu hoje a devolução de 5,4 milhões de euros aos dirigentes políticos catalães que lideraram o processo de independência falhado, entre eles os ex-presidentes da Catalunha Carles Puigdemont e Artur Mas.

Ao todo estão envolvidos 42 independentistas que assumiram altos cargos na Catalunha e realizaram despesas para promover no exterior o referendo ilegal realizado em 01 de outubro de 2017 com dinheiro público daquela região espanhola.

O Tribunal de Contas citou as defesas dos ex-presidentes catalães Artur Mas e Carles Puigdemont, bem como do ex-vice-presidente Oriol Junqueras, entre outros, para comunicar os processos abertos.

No documento é detalhada a "responsabilidade subjetiva" atribuída a cada uma das 42 acusações hoje citadas para a sede do Tribunal, para os notificar do processo, detalhando ainda o montante atribuível aos atos ligados ao desvio de dinheiro.

O antigo presidente Carles Puigdemont, que está fugido na Bélgica, já reagiu às intenções do Tribunal de Contas, considerando as intenções da instituição de "franquismo".

Na sua conta na rede social Twitter, o dirigente separatista qualificou o tribunal como a "inquisição espanhola" e lamentou que o seu advogado tivesse apenas três horas para ler "504 páginas" e dez minutos para fazer alegações, "independentemente do número de pessoas que ele defende".

Os políticos catalães que organizaram em 2017 um referendo ilegal sobre a autodeterminação da região foram julgados em 2019 e nove deles que estavam a cumprir penas de prisão que iam até um máximo de 13 anos de prisão pelo crime de sedição (contestação coletiva contra a autoridade) foram indultados e saíram da prisão na semana passada.

Um grupo de separatistas está fugido no estrangeiro, não tendo ainda sido julgado, entre eles o ex-presidente do executivo catalão Carles Puigdemont, que está na Bélgica, e foi eleito deputado do Parlamento Europeu.

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