Tribunal Internacional preocupado com violência entre israelitas e palestinianos

A procuradora-geral abriu, em março uma investigação sobre alegados crimes de guerra nos territórios palestinianos, uma iniciativa rejeitada por Israel.

A procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, expressou preocupação com a escalada da violência entre israelitas e palestinianos, observando que podem ter sido cometidos crimes de guerra.

"Observo com profunda preocupação a escalada da violência na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, bem como dentro e ao redor de Gaza, e ainda a possibilidade da prática de crimes no quadro do Estatuto de Roma", disse Fatou Bensouda numa mensagem publicada na rede social Twitter.

Bensouda havia dito anteriormente que havia uma "base razoável" para acreditar que crimes foram cometidos por membros das forças israelitas, pelas autoridades israelitas, pelo Hamas e outros grupos armados palestinianos durante a guerra de Gaza em 2014.

A procuradora-geral enfatizou, esta quarta-feira, que a sua investigação se concentrará nas ações de "todas as partes" para determinar possíveis "responsabilidades criminais individuais de acordo com o Estatuto" de Roma.

"O meu gabinete continuará a acompanhar a evolução da situação no terreno e levará em consideração qualquer questão que seja de sua competência", acrescentou.

Ao contrário da Palestina, um Estado não reconhecido internacionalmente, Israel não é membro do TPI e opõe-se veementemente a qualquer investigação.

Israel realizou novos ataques aéreos na Faixa de Gaza, esta manhã, após vários 'rockets' terem sido lançados pelo movimento islamita Hamas contra várias cidades israelitas, incluindo Telavive.

Há já um total de cinco pessoas mortas em Israel pelos ataques lançados desde segunda-feira à noite por grupos armados em Gaza.

As forças armadas israelitas anunciaram que mais de mil mísseis foram disparados, desde segunda-feira à noite, por grupos armados palestinianos, a partir da Faixa de Gaza contra Israel.

Desde segunda-feira à noite, "mais de mil mísseis" foram disparados de Gaza, dos quais 850 foram intercetados pelo escudo antimíssil ou atingiram território israelita e 200 caíram no enclave palestiniano, indicou o porta-voz do exército israelita, Jonathan Conricus.

Pelo menos 35 pessoas foram mortas nos ataques israelitas em Gaza e 230 ficaram feridas, indicaram as autoridades palestinianas.

Além dos cinco mortos, Israel registou dezenas de feridos.

A violência surgiu, em parte, devido à ameaça de expulsões de palestinianos de Jerusalém Oriental em benefício dos colonos israelitas.

Dos confrontos iniciais entre manifestantes palestinianos e polícias israelitas, particularmente em redor da mesquita de Al-Aqsa, seguiram-se os ataques com foguetes do Hamas contra o Estado judeu e a resposta das forças de defesa israelitas contra a Faixa de Gaza.

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