Tribunal paquistanês condena mulher à morte por insultar profeta Maomé

No Paquistão, uma pessoa considerada culpada de insultar a religião ou figuras religiosas pode ser condenada à morte.

Um tribunal paquistanês condenou uma mulher muçulmana à morte depois de a considerar culpada de blasfémia por insultar o profeta Maomé em mensagens de texto que enviou a um amigo, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.

A mulher, Aneeqa Atteeq, foi detida em maio de 2020 depois de o homem ter alertado a polícia de que lhe tinha enviado caricaturas do Profeta - consideradas sacrilégio - através da aplicação móvel WhatsApp.

Ao abrigo das leis de blasfémia do Paquistão, qualquer pessoa considerada culpada de insultar a religião ou figuras religiosas pode ser condenada à morte. Embora as autoridades ainda não tenham executado uma sentença de morte por blasfémia, só a acusação pode causar tumultos.

De acordo com uma ordem judicial, a mulher foi também condenada a dez anos de prisão.

Awais Ahmed, um responsável governamental, disse que o tribunal anunciou o veredicto contra Atteeq na quarta-feira, na cidade de Rawalpindi.

Grupos de direitos humanos nacionais e internacionais dizem que as alegações de blasfémia têm sido frequentemente utilizadas para intimidar minorias religiosas e para ajustar contas pessoais.

Em dezembro, uma multidão muçulmana deslocou-se até uma fábrica de equipamento desportivo no distrito de Sialkot no Paquistão, matando um homem do Sri Lanka e queimando publicamente o seu corpo por alegações de blasfémia.

O incidente suscitou condenação a nível nacional e as autoridades detiveram dezenas de pessoas por envolvimento no assassínio de Priyantha Kumara. Aqueles ligados ao homicídio de Kumara enfrentam agora um julgamento no Paquistão.

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