Trinta ONG pedem à UE para suspender expulsão de migrantes afegãos

Em 11 de julho, o Afeganistão já tinha pedido aos países europeus que parassem de deportar migrantes afegãos nos próximos três meses, devido à intensificação dos combates no país.

Trinta ONG pediram esta quarta-feira à União Europeia (UE) que suspenda "imediatamente" as expulsões de migrantes afegãos, provocada pela intensificação dos combates no país, na sequência de uma ofensiva dos insurgentes talibãs.

"A situação de segurança no Afeganistão não permite que as pessoas sejam devolvidas a este país sem arriscar as suas vidas", escreveram 30 organizações não governamentais europeias, num comunicado conjunto.

Em 11 de julho, o Afeganistão já tinha pedido aos países europeus que parassem de deportar migrantes afegãos nos próximos três meses, devido à intensificação dos combates no país.

"Alguns países europeus respeitaram o apelo do Governo afegão e deixaram de aplicar medidas de deportação para o Afeganistão, enquanto outros continuam a ignorar a gravidade da situação", lamentam as ONG, salientando as exceções de nações como a Finlândia ou a Suécia.

As organizações dizem estar "profundamente preocupadas" com a situação dos migrantes afegãos e também apelam aos países europeus para "reexaminar todas as respostas negativas feitas aos requerentes de asilo que ainda estão presentes na Europa", devido à recente deterioração das condições de segurança.

Os talibãs lançaram, no início de maio, uma ofensiva de grande escala contra as forças afegãs, aproveitando a retirada das forças internacionais do Afeganistão, incluindo as da NATO e as dos Estados Unidos, prevista para terminar no final de agosto.

Nesta ofensiva, os talibãs tomaram conta de grandes extensões de território rural, encontrando pouca resistência por parte das forças afegãs, agora privadas do apoio aéreo norte-americano.

"A já terrível situação do país está a agravar-se, com aumento da violência contra civis", alertam as ONG.

Os afegãos representaram 10,6% dos requerentes de asilo na UE em 2020 (pouco mais de 44.000 de cerca de 416.600 pedidos), o segundo maior contingente, atrás dos sírios (15,2%), de acordo com a agência de estatísticas EU Eurostat.

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