Trudeau aciona poderes de emergência para reprimir protestos no Canadá

"Não podemos e não permitiremos que atividades ilegais e perigosas continuem", disse o primeiro-ministro canadiano.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, acionou esta segunda-feira poderes de emergência para acabar com os "bloqueios ilegais" na fronteira com os Estados Unidos, que surgem em resposta aos protestos contra as medidas sanitárias que persistem há mais de duas semanas.

"O governo federal acionou a Lei de Emergência para complementar a capacidade de fazer frente aos bloqueios e ocupações", disse Trudeau em conferência de imprensa, garantindo que, por agora, não seriam mobilizadas forças militares.

"Trata-se de manter os canadianos seguros, proteger os empregos das pessoas e restaurar a confiança nas nossas instituições", acrescentou.

A Lei de Emergência pode ser acionada em caso de "crise nacional" e confere amplos poderes ao Governo. Esta é a segunda vez que é utilizada no Canadá. Na década de 70, o pai de Trudeau, o ex-primeiro ministro Pierre Trudeau, já a tinha utilizado durante a crise de outubro.

O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, também tinha anunciado que a província canadiana iria suspender a apresentação obrigatória do certificado de vacinação contra a Covid-19, medida que tinha sido alvo de protestos desde o final do mês de janeiro.

O fim das restrições sanitárias está a ser exigido pelo "Comboio da Liberdade", movimento de protesto que inclui bloqueios nas fronteiras e que está a paralisar a capital canadiana, há mais de duas semanas. A polícia federal já prendeu 11 manifestantes com armas, revólveres, coletes à prova de balas e munições.

O "Comboio da Liberdade" do Canadá começou com o protesto de camionistas contra a obrigatoriedade de vacinação para cruzar a fronteira com os Estados Unidos e está a inspirar outros movimentos antivacinas, deixando outros países em alerta. . Os protestantes encontram apoio entre os conservadores e aqueles que se opõem às ordens de vacinação contra a Covid-19 em todo o mundo, mesmo quando as medidas anti-Covid estão a ser suspensas.

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