Trump acusa líder republicano no Senado de fraqueza perante democratas

Donald Trump afirma que o atual líder da minoria republicana no Senado não está a cumprir as suas funções e que o partido "precisa de melhor liderança".

O ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, de fraqueza perante intenções dos democratas de acabarem com a regra do `filibuster´, que permite retardar ou bloquear a aprovação de leis.

Perante esforços dos democratas para conseguirem apoio republicano para alterar as regras de funcionamento do Senado - Câmara atualmente divida com 50 lugares para cada partido e um voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris - Trump afirmou a um "podcast" político que o fim do `filibuster´ seria "catastrófico" para os republicanos.

McConnell, disse Trump, "agora está por um fio (quanto a apoios dentro do seu partido) e se (os democratas) eliminarem (o `filibuster´), será catastrófico para o Partido Republicano", disse o ex-Presidente no podcast "The Truth with Lisa Boothe" ("A Verdade com Lisa Boothe").

Trump justificou que o senador republicano Joe Manchin poderá dar o seu apoio aos democratas na questão, juntando-se a outros como Mitt Romney e Ben Sasse, ambos críticos do ex-Presidente, e acusou McConnell de ser incapaz de "os controlar".

O atual líder da minoria republicana no Senado, adiantou, não está a cumprir as suas funções e o partido "precisa de melhor liderança".

O Senado norte-americano tem uma tradição de debate ilimitado, prevendo uma série de medidas - conhecidas pelo termo genérico `filibuster´ - para prolongar a discussão e impedir votações, nomeadamente de leis, o que tem sido usado pelo partido em minoria para bloquear propostas da maioria a que se opõe.

Em 1917, foi introduzida uma medida - `cloture´ - para forçar uma votação, mas que exigia uma maioria de dois terços, reduzida em 1975 para 60.

Para retirar ao Partido Republicano a possibilidade de travar a aprovação de legislação sobre questões a que estes se opõem fortemente, como as alterações climáticas, os democratas, liderados por Chuck Schumer, pretendem agora reduzir a uma maioria simples a aprovação do `cloture´.

Na semana passada, McConnell avisou que o fim do `filibuster´ iria "partir o Senado", tornando a Câmara Alta do Congresso "num desastre de 100 automóveis".

O líder republicano ameaçou mesmo os democratas de retaliação, quando estes perderem o controlo do Senado: "Nós não apenas apagaríamos qualquer mudança liberal nociva para o país - fortaleceríamos os Estados Unidos através de todo o tipo de políticas conservadoras, com zero - zero - contribuições do outro lado".

Trump já havia criticado duramente McConnell, e mesmo pedido a sua demissão, depois de este em fevereiro ter acusado Trump de ser responsável pelo assalto ao Capitólio no início do ano, enquanto decorria neste edifício a contagem dos votos do Colégio Eleitoral, que formalizava a eleição do democrata Joe Biden.

Apesar de o processo de destituição no Senado contra Trump ter sido travado pelos republicanos, liderados por McConnell, no final da votação este disse que o ex-presidente foi "prática e moralmente responsável" pelo ataque".

Trump continua a manter a sua influência no seio do Partido Republicano e não exclui a hipótese de se apresentar de novo como candidato às eleições de 2024.

Jason Miller, um conselheiro do antigo Chefe de Estado norte-americano afirmou no domingo que este vai regressar às redes sociais dentro de três meses, "com a sua própria plataforma".

Numa entrevista ao canal de televisão Fox News, Miller disse que estão a decorrer várias reuniões em Mar-a-Lago, no Estado da Florida, residência do empresário republicano, banido do Twitter desde janeiro.

"Não há apenas uma empresa que contactou o Presidente, há várias", disse, acrescentando que "esta nova plataforma será qualquer coisa de grande e vai trazer milhões e milhões de subscritores".

Após a invasão e ataque ao Capitólio, a 6 de janeiro, o Twitter, que foi o principal meio de comunicação do empresário na campanha e no poder, suprimiu a conta @realDonaldTrump, que tinha 88 milhões de seguidores.

O ex-Presidente, que deixou a Casa Branca a 20 de janeiro, após ter sido derrotado nas eleições presidenciais de novembro de 2020 pelo candidato democrata Joe Biden, foi também banido de forma temporária ou definitiva, da maioria das outras grandes redes sociais ou plataformas da Internet, como o Facebook, Instagram, Youtube ou Snapchat.

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