Trump diz que EUA podem ser mediadores do conflito entre a Turquia e os curdos

Presidente acrescentou que os EUA derrotaram "100% do Califado do ISIS".

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou esta quinta-feira a possibilidade de uma mediação norte-americana no conflito entre a Turquia e os curdos, após o início da ofensiva de Ancara no nordeste da Síria.

"Nós temos uma de três opções: enviar milhares de soldados para vencer militarmente, atingir duramente a Turquia financeiramente e com sanções ou ser os mediadores de um acordo entre a Turquia e os curdos", disse Trump, numa mensagem na rede social Twitter.

O Presidente dos Estados Unidos acrescentou que derrotaram "100% do Califado do ISIS" e que já não têm tropas na região atacada pela Turquia na Síria.

"Fizemos o nosso trabalho na perfeição", frisou.

O Ministério da Defesa da Turquia, liderado por Hulusi Akar, afirmou que "174 terroristas foram neutralizados" na ofensiva militar, referindo-se aos combatentes curdos. Também através do Twitter, o ministério detalhou que este número inclui 19 alegados combatentes que forma mortos num ataque a um abrigo de elementos das Unidades de Proteção Popular (YPG), em Ras al-Ayn.

Os números avançados pela Turquia ainda não têm uma confirmação independente.

A Turquia lançou na quarta-feira uma operação militar, que inclui alguns rebeldes sírios, contra a milícia curda (YPG), grupo que considera terrorista, mas que é apoiado pelos ocidentais para combater os jihadistas do Estado Islâmico.

Segundo várias organizações não-governamentais, entre 60.000 e 90.000 pessoas terão abandonado as suas casas no nordeste da Síria desde o início da ofensiva turca. Um dos objetivos da operação de Ancara é criar uma zona-tampão de cerca de 30 quilómetros de extensão a partir da sua fronteira no norte da Síria e deslocar para a região uma parte dos 3,6 milhões de refugiados sírios que vivem em solo turco.

A ofensiva da Turquia abre uma nova frente na guerra da Síria que já causou mais de 370.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados desde que foi desencadeada em 2011.

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