Trump diz que vai ganhar combate contra inquérito de destituição

"Vamos ganhar!", escreveu Trump na sua conta pessoal da rede social Twitter.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta quinta-feira que não receia o anúncio de que os Democratas vão redigir os artigos para a sua destituição, no Congresso, porque "os Republicanos nunca estiveram tão unidos".

"Vamos ganhar!", escreveu Trump na sua conta pessoal da rede social Twitter, invocando o espírito de união dos Republicanos, minutos depois de a líder da Câmara dos Representantes ter anunciado que iria pedir aos parlamentares para redigirem os artigos de destituição que deverão ser votados no Congresso ainda antes do final do ano.

"Eles já tinham desistido da 'coisa' ridícula do Mueller, por isso agora agarram-se a dois totalmente apropriados (perfeitos) telefonemas com o Presidente ucraniano", escreveu Trump, referindo-se à investigação do procurador-especial Robert Mueller (sobre a interferência russa nas eleições de 2016) e aos telefonemas realizados em julho com o homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

Nesses telefonemas, Trump pediu a Zelenskiy para investigar a atividade do filho de Joe Biden junto de uma empresa ucraniana suspeita de corrupção, ameaçando reter ajuda financeira se o Governo ucraniano não colaborasse, o que os Democratas consideram ser um "abuso de poder" para "benefícios pessoais".

Trump considera que o inquérito para destituição - que se iniciou em outubro e que está agora no Comité Judiciário depois de ter passado pelo Comité de Investigação -- não passa de uma "caça às bruxas", destinado a fragilizar a sua recandidatura presidencial de 2020.

Pelosi, que invocou por várias vezes os pais fundadores dos Estados Unidos, disse esta quinta-feira que a ação do Presidente Trump "violou seriamente a Constituição", acrescentando que toma a decisão com "tristeza e humildade".

Em resposta, Trump escreveu no Twitter que "não era isso o que os Fundadores tinham em mente", referindo-se aos argumentos invocados pela líder da Câmara de Representantes, acrescentando que "a boa notícia é que os Republicanos nunca estiveram tão unidos".

Mas a união dos Republicanos não deverá ser suficiente para travar as intenções Democratas na Câmara dos Representantes.

Uma vez redigidas as acusações, com aprovação prévia dos comités parlamentares, os artigos serão submetidos a votação no plenário da Câmara dos Representantes, esperando-se que a maioria Democrata (235 contra 199 Republicanos) permita a sua aprovação.

De seguida, as acusações serão conduzidas para o Senado, que se constitui como uma espécie de tribunal, onde será precisa uma maioria de 2/3 para a demissão de Trump do cargo de Presidente.

O cenário da remoção de Trump é pouco provável, tendo em conta a maioria Republicana na câmara alta do Congresso (53 senadores contra 47 do lado Democrata).

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