Trump e Biden? Só as moscas é que mudam...

O argumento serve para justificar a opção de José Meirelles, um emigrante português que escolhe a abstenção, há mais de 30 anos.

Sempre que há eleições nos EUA, José Meirelles ouve dizer que são eleições históricas, mas desencantado com a política e os políticos, vai voltar a abster-se a 3 de Novembro. Tem sido assim desde a última vez que votou, ainda em Portugal, nas presidenciais de 1986, entre Mário Soares e Freitas do Amaral. Desde aí, o dono de um restaurante, junto a Times Square, prefere ficar em casa, porque como diz, citando um ditado português, "a merda é sempre a mesma. Só as moscas é que mudam."

No dia seguinte às eleições, "nada vai mudar", garante José Meirelles, que vê na abstenção uma forma de protesto. "Gostava de ver, um dia, 90% de abstenção. Talvez aí alguém se lembrasse que há alguma coisa errada", mas o que mais o preocupa é a qualidade dos candidatos: "fraquíssimo". Portanto, quando, no fim do dia, a escolha é entre Trump e Biden, José recorre a outra expressão, agora americana: "it beats me", ou seja, entre Trump e Biden, venha o diabo e escolha.

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