Trump e o estado da desunião

Três anos depois de Donald Trump chegar ao poder, é hora de fazer um novo balanço sobre o estado do país.

Tal como em anos anteriores, alguns congressistas democratas vão faltar à sessão, outros já decidiram protestar se Trump se tentar defender das acusações de abuso do poder e obstrução à justiça, e muitos vão abandonar a sala. As congressistas democratas vão vestidas de branco para mostrarem solidariedade com as mulheres.

Donald Trump vai estar, pela primeira vez, frente a frente com Nancy Pelosi, presidente do congresso, desde que os congressistas aprovaram o processo para o destituir. Os dois não se falam desde outubro quando Trump anunciou a saída das tropas americanas da Síria.

O país está muito dividido com grande parte a defender o afastamento do presidente e outros, incansavelmente, a defender Trump.

Colaboradores da Casa Branca dizem estar a escrever um discurso muito positivo sobre o estado da União. Trump vai aproveitar para criticar os democratas sobre o processo de destituição. Os senadores republicanos, por seu lado, têm-lhe feito vários pedidos para não falar do assunto, querem mostrar que o processo não alterou a natureza da administração.

O processo contra Trump estará, no entanto, na mente de todos. Ontem foi a vez de defesa e acusação apresentarem os argumentos finais. O senador que dirigiu a acusação, Adam Schiff, admitiu que não tem votos suficientes para afastar Donald Trump. Ainda assim, o senador apelou a todos os republicanos que admitem que o presidente reteve fundos militares para a Ucrânia, para conseguir uma investigação a Joe e Hunter Biden, para votarem contra Trump. A defesa alegou que desde 2016 que os democratas querem afastar Donald Trump, este caso é exemplo disso mesmo.

O discurso de mais logo no congresso pode marcar o inicio da campanha para a reeleição de Trump em novembro. O excelente desempenho da economia, a diminuição do desemprego e uma politica externa que põe a América primeiro, serão alguns dos pontos que por certo o presidente vai utilizar.

O presidente norte-americano fará um apelo ao congresso sobre saúde, vai defender a necessidade de reduzir os custos e pedir a rejeição das propostas que considera radicais. O plano de paz para o médio oriente, apresentado a semana passada, os acordos comerciais que vai negociar com chineses e britânicos e o conflito com o Irão vão ser também temas abordados no discurso.

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