"Tem duas caras." Trump furioso com Trudeau após críticas na cimeira da NATO

Estação televisiva canadiana captou o som de uma conversa informal de Justin Trudeau com outros líderes.

Donald Trump acusou esta quarta-feira o primeiro-ministro canadiano de "ter duas caras", depois de Justin Trudeau ter sido apanhado por microfones de uma televisão a criticar o Presidente norte-americano, junto de outros líderes, no início de uma cimeira da NATO.

Uma estação televisiva canadiana captou o som de uma conversa informal de Justin Trudeau com outros líderes - incluindo o Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson - em que o primeiro-ministro do Canadá criticava a duração "muito longa" da conferência de Imprensa de Trump no arranque da cimeira, durante uma receção.

Após ter tido conhecimento deste episódio, Trump comentou aos jornalistas que Justin Trudeau é um hipócrita, "tem duas caras, é bom tipo... mas é assim que ele é". O Presidente norte-americano admitiu mesmo cancelar a sua conferência de Imprensa no final da cimeira, que termina esta quarta-feira em Londres, dizendo que acha que já deu "suficientes conferências de Imprensa".

Na conversa entre líderes que provocou este episódio, durante uma receção oferecida pela rainha de Isabel II aos líderes dos 29 países da NATO, pode ouvir-se Trudeau dizer que os próprios assessores de Trump ficaram "de queixo caído", quando perceberam que ao final de "mais de 40 minutos" o Presidente norte-americano ainda não tinha terminado a sua conferência de Imprensa.

PM britânico considera "disparate" polémica relacionada com troça sobre Trump

O primeiro-ministro britânico desvalorizou esta quarta-feira como "disparate" a polémica relacionada com uma conversa informal em tom de troça com outros líderes sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmando o papel "precioso" dos EUA na NATO.

Questionado pelos jornalistas numa conferência após a reunião de líderes, realizada em Watford, nos arredores de Londres, Boris Johnson, considerou a polémica "um disparate" e vincou a importância dos EUA, incluindo durante a atual administração.

"Os EUA são o fiador, um grande contribuinte da NATO, há 70 anos que têm sido um pilar de estabilidade para a nossa segurança coletiva", afirmou, lembrando a solidariedade demonstrada com o Reino Unido no ano passado, quando expulsou diplomatas russos em retaliação pelo ataque químico em Salisbury contra um antigo agente secreto, Sergei Skripal.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados