Turquia acusa Macron de "patrocinar" o terrorismo na Síria

As acusações mútuas sobem de tom entre Ancara e Paris.

A Turquia acusou esta quinta-feira Emmanuel Macron de "patrocinar o terrorismo", numa reação a novas críticas do Presidente francês sobre a operação militar desencadeada por Ancara na Síria.

As autoridades turcas lançaram no mês passado uma ofensiva contra a milícia curda síria das Unidades de Proteção Popular (YPG), que qualifica de "terrorista" mas tem sido apoiada por países ocidentais, incluindo a França, contra o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).

Macron, que tem criticado por diversas vezes a operação turca destinada a impedir a concretização da Rojava, a entidade autónoma curda no norte da Síria, declarou que Ancara "colocou os seus aliados perante um facto consumado" e "pôs em perigo a ação da coligação contra o Daesh [acrónimo árabe que designa o grupo 'jihadista' Estado Islâmico] incluindo a NATO, da qual é membro, recordo".

Esta declaração suscitou uma forte reação de Ancara, que tem acusado Paris de procurar estabelecer um Estado curdo na Síria.

"De qualquer forma, ele [Macron] é um patrocinador da organização terrorista, recebe-os regularmente no Eliseu", reagiu o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, citado pela agência noticiosa estatal Anadolu.

"Que Macron não esqueça (...), a Turquia é também membro da NATO. Que se coloque ao lado dos seus aliados", acrescentou.

No final de outubro Ancara suspendeu a sua ofensiva contra as YPG após ter concluído com Washington e Moscovo acordos que preveem a retirada das forças curdas da maioria das suas posições junto à fronteira com a Turquia.

O Governo turco receia que a formação de uma entidade curda fronteiriça reforce as veleidades separatistas no seu território, onde desde 1984 o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com afinidades às YPG, mantém uma rebelião armada.

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