Ucrânia diz que guerra já matou pelo menos 85 crianças e feriu cem

Maioria das vítimas é das regiões de Kiev, Kharkiv, Donetsk, Sumy, Kherson, Mikolaiv e Zitomir.

Pelo menos 85 crianças foram mortas e uma centena feridas na Ucrânia desde a invasão do país ordenada pelo Presidente russo Vladimir Putin em 24 de fevereiro, anunciou hoje a Procuradoria-Geral ucraniana.

"Como resultado da agressão armada da Federação Russa, até à manhã de 13 de março, 85 crianças foram mortas e quase mais 100 ficaram feridas na Ucrânia", revelou o gabinete do procurador-geral, numa informação transmitida pela agência noticiosa ucraniana Ukrinform, acrescentando que a maioria das vítimas é das regiões de Kiev, Kharkiv, Donetsk, Sumy, Kherson, Mikolaiv e Zitomir, todas no norte, leste e sul do país.

Os bombardeamentos das tropas russas já danificaram 369 instituições de ensino, 57 das quais foram completamente destruídas. O maior número de destruições tem sido documentado na região de Donetsk (leste), com 119 instituições de ensino, seguindo-se as zonas de Mikolaiv (30), Sumy (28), Kiev (28, com 17 a verificarem-se na própria capital ucraniana) e Kherson (21).

"Só em 12 de março de 2022, 11 estabelecimentos escolares da região de Mikolaiv foram danificados. Além disso, 11 unidades de saúde e três centros de reabilitação, incluindo para crianças com deficiência, foram desmantelados", adiantou o Ministério Público ucraniano.

Estes números, que não podem ser verificados por uma fonte independente, não são definitivos, dadas as dificuldades das autoridades ucranianas em inspecionar os locais que foram alvo de ataques.

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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