Ucrânia e EUA iniciam manobras militares no mar Negro

Estas manobras navais, batizadas como "Sea Breeze 2021", decorrem até 10 de julho e envolverão cerca de 5 mil militares e 30 navios de cerca de 30 países, vários dos quais membros da NATO.

A Ucrânia e vários outros países, entre os quais os Estados Unidos, iniciaram esta segunda-feira manobras militares conjuntas no mar Negro, região de fortes tensões com Moscovo e palco, na semana passada, de um incidente com um navio britânico.

Estas manobras navais, batizadas como "Sea Breeze 2021", decorrem até 10 de julho e envolverão cerca de 5 mil militares e 30 navios de cerca de 30 países, vários dos quais membros da NATO.

Os Estados Unidos deslocarão para esta ocasião o seu contratorpedeiro "USS Ross". Para Kiev, estes exercícios visam "enviar uma mensagem poderosa em favor da manutenção da estabilidade e da paz na região", segundo o comandante da frota ucraniana, Oleksiï Neïjpapa, que falava na cerimónia de início, em Odessa, porto do sul do país.

A Ucrânia está de costas voltadas para a Rússia desde a chegada ao poder de pró-ocidentais em Kiev, em 2014, seguida da anexação da península da Crimeia por Moscovo e de uma guerra no leste do seu território com separatistas pró-russos.

Reagindo ao início das manobras esta segunda-feira, a delegação russa para as negociações sobre o controlo de armamentos, em Viena, condenou na rede social Twitter a sua "escala e agressividade", considerando que elas "dificilmente contribuem para a segurança da região".

"Esperamos que, após o fim das manobras, os Estados Unidos deem provas de transparência ao retirar o armamento moderno, as munições e os equipamentos da Ucrânia, para que não caiam nas mãos dos militares e de formações nacionalistas" que combatem no leste do país, acrescentou a delegação russa.

Na semana passada, Moscovo condenou as manobras "Sea Breeze 2021", classificando-as como "uma provocação".

O mar Negro tem sido palco de vários confrontos e incidentes armados, o mais recente dos quais envolvendo o contratorpedeiro britânico "HMS Defender".

Moscovo afirmou ter disparado, a 23 de junho, tiros de advertência contra o navio, acusando-o de ter violado as suas águas territoriais ao largo da Crimeia anexada.

Londres, que negou ter sido alvo de fogo russo, afirma, por seu lado, que o seu navio atravessava águas ucranianas e procedia, portanto, de forma "totalmente correta".

Em 2018, a Rússia apreendeu três navios de guerra ucranianos e capturou 24 marinheiros que tentavam entrar no mar de Azov, partilhado por ambos os países - tratou-se do primeiro incidente armado direto entre os dois.

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