Ucrânia na NATO? "Não vai acontecer num futuro previsível"

A reação da NATO após a invasão na Ucrânia mostra que "não está pronta para agir de uma forma coletiva e travar a guerra", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano.

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros admitiu, esta quinta-feira, que a integração da Ucrânia na NATO não vai acontecer "num futuro previsível".

Após uma reunião com o homólogo russo, Sergey Lavrov, que teve lugar, esta manhã, na Turquia, Dmytro Kuleba reafirmou a ambição do país de juntar-se à Aliança Atlântica, mas afirmou que a reação da NATO após a invasão na Ucrânia mostrou que a organização "não está pronta para agir de uma forma coletiva para travar a guerra e ajudar os civis, protegendo-os dos russos".

O governante ucraniano afirmou que esta posição da NATO levanta à Ucrânia a questão de como assegurar a segurança do país. "Se pudéssemos chegar a um acordo para que um sistema similar de garantias fosse dado pela NATO à Ucrânia e pelos membros do Conselho de Segurança da ONU, era algo de que estaríamos dispostos a falar", acrescentou.

Kuleba sublinhou que, até ao momento, tem sido apenas a guerra "a falar" e que foi "o exército ucraniano a garantir a segurança e o povo ucraniano a sacrificar-se".

O ministro dos Negócios Estrangeiros ressalva, no entanto, a disponibilidade para manter o diálogo com a Rússia e que as conversações entre as delegações ucraniana e russa irão continuar na Bielorrússia.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, provocando um número ainda por determinar de mortos e feridos, tanto militares como civis, e mais de 2,1 milhões de refugiados.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

ACOMPANHE AQUI O CONFLITO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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