Ucrânia na NATO? "O nosso foco agora é prestar ajuda imediata"

Stoltenberg compara dimensão das regiões "ilegalmente apreendidas pela Rússia", a "uma área da dimensão de Portugal".

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg condenou esta sexta-feira a anexação de territórios ucranianos pela Rússia, considerando que se trata de uma "apropriação de terras ilegal e ilegítima". Sobre o pedido de adesão emitido por Kiev, Stoltenberg afirma que a decisão cabe aos 30 Estados-membros, mas o "foco" agora é a "ajuda imediata".

"Qualquer democracia na Europa tem o direito de se candidatar à adesão à NATO, e os aliados da NATO respeitam esse direito", afirmou o secretário-geral, reiterando que "a porta da NATO permanece aberta", e isso tem sido "demonstrado ao longo dos últimos anos".

"Os aliados da NATO, quando se reuniram (...) em Madrid, afirmaram também muito claramente que apoiamos o direito da Ucrânia a escolher o seu próprio caminho, para decidir o tipo de acordos de segurança de que quer fazer parte", afirmou Stoltenberg, salientando que a decisão depende, porém, do "consenso" de cada um "dos 30 aliados",

"O nosso foco agora é dar apoio imediato à Ucrânia para ajudar a Ucrânia a defender-se contra a invasão brutal russa", afirmou, insistindo que a ajuda imediata é "o foco principal e o principal esforço dos aliados da NATO".

Já sobre o anúncio de Moscovo sobre a anexação de territórios ucranianos, Jens Stoltenberg deixou claro que "os aliados da NATO não reconhecem e não reconhecerão nenhum destes territórios como parte da Rússia".

"Apelamos a todos os Estados para rejeitarem as tentativas flagrantes de conquista territorial por parte da Rússia", acrescentou Stoltenberg, considerando que se trata de uma "apropriação de terras ilegal e ilegítima".

"Estas terras são a Ucrânia. Donetsk é a Ucrânia. Luhansk é a Ucrânia. Kherson é a Ucrânia. Zaporizhzhia é a Ucrânia. Tal como Crimeia é a Ucrânia", enfatizou, afirmando que se tratou de "uma tentativa de anexação de territórios europeus", sem precedentes "desde a II Guerra Mundial".

"15% do território da Ucrânia, uma área aproximadamente do tamanho de Portugal ilegalmente apreendida pela Rússia à mão armada", comparou, frisando ainda que "quem iniciou a guerra deve terminá-la" e garantiu que a NATO pretende manter o apoio à Ucrânia, pelo "tempo que for necessário".

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