Ucrânia não aceita rendição. MNE lamenta falta de progressos com cessar-fogo

Após a reunião com o homólogo russo, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano manifestou, apesar de tudo, disponibilidade para continuar as conversações tendo em vista o fim da guerra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, lamentou, esta quinta-feira, a falta de progresso sobre um cessar-fogo no país, nas negociações com o homólogo russo, Sergey Lavrov, que decorreram no sul da Turquia.

"Falámos sobre um cessar-fogo de 24 horas no país, mas não foi feito nenhum progresso nesse sentido", afirmou, em declarações à imprensa.

Dmytro Kuleba afirmou que o objetivo da Rússia é continuar a agressão até a Ucrânia aceitar a demanda russa, que é a rendição ucraniana, e que tal "não é aceitável".

"A última coisa que quero fazer hoje é matar a esperança dos ucranianos que estão a sofrer pelos bombardeamentos russos e pelas mortes perpetradas pelos soldados russos", declarou Kuleba.

Dmytro Kuleba acrescentou, no entanto, que tem um mandato do Presidente ucraniano para negociar a paz e que está disposto a continuar a aproximação com a Rússia, com o propósito de "acabar com a guerra na Ucrânia, pôr fim ao sofrimento da população e libertar o território da ocupação russa".

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros expressou a "esperança sincera" de que o homólogo russo, Sergey Lavrov, leve as conversas que foram tidas, esta quinta-feira, na Turquia, para o âmbito do exército russo e que seja garantido um cessar-fogo que permita a eficácia dos corredores humanitários, para que a ajuda humanitária chegue aos civis de cidades como Mariupol.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro, provocando um número ainda por determinar de mortos e feridos, tanto militares como civis, e mais de 2,1 milhões de refugiados.

A invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional e muitos países e organizações impuseram sanções à Rússia que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

ACOMPANHE AQUI O CONFLITO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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