Ucrânia pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

Presidente russo Vladimir Putin já ordenou a mobilização de tropas para efeitos de "manutenção da paz" nas regiões separatistas.

A Ucrânia solicitou esta segunda-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas face "às ações ilegais da Rússia", depois do Presidente russo, Vladimir Putin, ter reconhecido a independência das regiões separatistas ucranianas.

"A Ucrânia solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas devido às ações ilegais da Rússia. Já enviamos o pedido ao Conselho", anunciou no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.

O Presidente da Rússia reconheceu esta segunda-feira a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com os quais assinou tratados de amizade e assistência mútua com os líderes de Donetsk, Denis Pushilin, e Lugansk, Leonid Pásechnik.

Segundo Putin, a decisão foi tomada depois de receber um pedido [de reconhecimento] por parte de ambos os líderes separatistas pró-Rússia e depois da Duma [câmara baixa do parlamento russo] ter enviado uma resolução com um pedido de reconhecimento da independência de Donetsk e Lugansk.

A Rússia mobilizou ao longo das últimas semanas dezenas de milhares de militares nas fronteiras com a Ucrânia, com o Ocidente a considerar estas movimentações como uma preparação para a invasão ao país vizinho.

A decisão de reconhecer ambas as repúblicas autoproclamadas foi apoiada quase por unanimidade pelos membros do Conselho de Segurança da Rússia.

O vice-presidente desse órgão, Dmitry Medvedev, comparou a situação com 2008, quando ele, então como presidente da Rússia, tomou a decisão de reconhecer as regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Para Medvedev, aquela medida "salvou centenas de milhares de vidas" naqueles territórios.

Na sua comunicação ao país, além de reconhecer a independência das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, Vladimir Putin assegurou também que tomará medidas para garantir a segurança da Rússia perante a recusa dos Estados Unidos e da NATO em abordar as suas preocupações de segurança e renunciar à Ucrânia o direito de fazer parte da Aliança Atlântica no futuro.

A posição de Moscovo sobre estas repúblicas provoca um curto-circuito no processo de paz resultante dos acordos de Minsk de 2015, assinados pela Rússia e pela Ucrânia, sob mediação franco-alemã, já que estes visavam, precisamente, um regresso dos territórios à soberania ucraniana.

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