Ucrânia. Von der Leyen avisa que "sanções" contra Moscovo podem ser agravadas

Presidente da Comissão lembra revolução de 74 como início da "terceira vaga da democracia" na UE.

Ursula von der Leyen endureceu o tom, ameaçando Moscovo com alargamento do regime de sanções, no caso de "qualquer agressão" à Ucrânia, ou de "violações do direito internacional". Von der Leyen critica o tom intimidatório das ações de Moscovo, que devem "cessar" sem demoras.

"Quero destacar o total e inabalável apoio da União Europeia à Ucrânia que enfrenta uma agressão contra a sua integridade territorial e soberania", afirmou Von der Leyen, considerando que se trata de um "dever" da União Europeia "proteger as nossas sociedades e democracias deste tipo de jogo de poder geopolítico cínico".

"Também reparámos na tentativa flagrante de intimidar o governo reformista da Moldávia, com a manipulação do fornecimento de gás numa época de altos preços da energia", destacou a chefe do executivo comunitário.

Perante o atual cenário, a presidente da Comissão garante que a União Europeia não vai ficar parada, e vai responder "adequadamente a qualquer agressão, incluindo violações das leis internacionais e qualquer outra ação maliciosa, tomadas contra nós ou contra os nossos vizinhos, incluindo a Ucrânia".

"Essa resposta será através de um reforço e extensão do regime de sanções existente" avisou, vincando que "em primeiro lugar estamos prontos para adotar mais medidas restritivas".

Sem fechar a porta do diálogo Von der Leyen diz-se disponível para "um envolvimento construtivo, mas depende deles [Moscovo], e atualmente, é a escolha deliberada da Rússia, e as acções agressivas da Rússia, que continuam a desestabilizar a segurança na Europa".

A presidente da Comissão lembrou o ADN da União Europeia enquanto "promotor da democracia", sugerindo que a viragem democrática "em 1974" em Portugal deu início a um processo que culminou com "o fim da União Soviética"

"Foi só em 1974, que a chamada terceira vaga de democracia começou em Portugal e atingiu Espanha. E, depois da queda da União Soviética vimos os progressos assinaláveis que retiraram tantos países do frio, para o coração da nossa União Europeia", afirmou Von der Leyen.

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