Yaremchuk diz que povo ucraniano não vai esquecer aplausos do Estádio da Luz

O jogador do Benfica entrou na partida frente ao Vitória SC debaixo de aplausos do Estádio da Luz.

O futebolista Roman Yaremchuk agradeceu este domingo os aplausos dos espetadores do encontro entre Benfica e Vitória de Guimarães, assegurando que o povo ucraniano não vai esquecer o apoio demonstrado no Estádio da Luz, em Lisboa.

"Caros adeptos do Benfica, companheiros de equipa, staff, gestão e apenas o povo de Portugal. Toda a Ucrânia agradece o seu apoio. O povo ucraniano se lembrará desse momento pelo resto de suas vidas. Seu aplauso não é para mim, seu aplauso é para todas as pessoas e soldados que protegem minha família, meus amigos e toda a Ucrânia", escreveu o avançado, na rede social Instagram.

O futebolista ucraniano Roman Yaremchuk envergou hoje a braçadeira de capitão do Benfica, a partir dos 62 minutos, quando substituiu o uruguaio Darwin Nuñez, autor de dois golos na vitória por 3-0 frente ao Vitória de Guimarães, na 24.ª jornada da I Liga.

O dianteiro, muito emocionado, recebeu a braçadeira do central belga Vertonghen, enquanto recebia uma forte ovação dos adeptos no Estádio da Luz, em Lisboa, que entoaram o seu nome, dias depois de a Rússia ter lançado uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos de alvos em várias cidades.

Já na quarta-feira, quando apontou o tento da igualdade na receção aos neerlandeses do Ajax (2-2), da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, Yaremchuk despiu a camisola do Benfica e exibiu o tridente ucraniano [tryzub], símbolo nacional do país.

Depois do encontro, na flash interview, o internacional ucraniano explicou o gesto, que foi punido com o cartão amarelo [por ter despido a camisola do clube]: "Penso muito sobre esta situação. Tenho medo e quero apoiar o meu país."

Mais tarde, recorreu às imagens dos seus festejos no encontro da 'Champions' para, numa partilha no Instagram, voltar a apoiar os seus compatriotas.

"Sou ucraniano e orgulho-me disso. Estando a milhares de quilómetros do meu país natal, quero apoiar todos os que estão sob tensão na sua terra. Agora, é tempo de nos unirmos. Este é o nosso país, a nossa história, a nossa cultura, o nosso povo e as nossas fronteiras. Gostaria de agradecer aos nossos defensores pela sua coragem. Glória à Ucrânia", escreveu o avançado do Benfica.

Na quinta-feira, a Rússia lançou uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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