UE adverte contra "ataques indiscriminados" que ameaçam segurança nuclear

Charles Michel falou durante a noite com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre "o bombardeamento russo na central nuclear em Zaporizhzhia", advertindo para os riscos em matéria de segurança nuclear.

O presidente do Conselho Europeu advertiu esta sexta-feira que "a segurança e proteção nuclear não podem ser colocadas em perigo por ataques indiscriminados", na sequência do ataque russo da última madrugada contra a central ucraniana de Zaporizhzhia.

Numa publicação na sua conta oficial na rede social Twitter, Charles Michel indica que falou durante a noite com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre "o bombardeamento russo na central nuclear em Zaporizhzhia", a maior da Europa, advertindo então para os riscos em matéria de segurança nuclear.

Hoje de manhã, à entrada para uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, também o ministro Augusto Santos Silva deplorou a contínua agressão militar da Rússia à Ucrânia e o ataque da última madrugada a uma central nuclear, comentando que tal demonstra o "desrespeito pelas regras mínimas".

"Ainda esta madrugada, foi atacada uma fábrica nuclear na Ucrânia, com tudo o que de desrespeito pelas regras mínimas isso representa e também pelo perigo que representa também", apontou.

Na mesma linha, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, advertiu que "os ataques russos nas imediações das centrais nucleares da Ucrânia podem ter consequências catastróficas" e "devem parar imediatamente", enquanto o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, apontou que o ataque a Zaporizhzhia "demonstra bem a imprudência desta guerra e a importância de lhe por fim".

As tropas russas tomaram a central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, a maior da Europa, informou o regulador nuclear estatal da Ucrânia, acrescentando que a equipa da central controla o estado dos edifícios e garante seu correto funcionamento.

As forças russas bombardearam na noite de quinta-feira para hoje a maior central nuclear da Europa, no sul da Ucrânia, onde deflagrou um incêndio, que entretanto foi extinto pelos bombeiros.

O regulador nuclear estatal da Ucrânia garantiu que os seis reatores de Zaporizhzhia não foram afetados e que o incêndio atingiu apenas um edifício e um laboratório do local.

Bruxelas acolhe hoje reuniões extraordinárias de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO e da UE, ambas em formatos alargados, para discutir a guerra em curso na Ucrânia, ao nono dia da ofensiva militar russa.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades.

As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de um milhão de refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia, entre outros países.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a "operação militar especial" na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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