UE condena assassínio de dois jornalistas espanhóis no Burkina Faso

O governo do Burkina Faso atribuiu o ataque a "terroristas", embora ainda não seja conhecida a sua autoria.

O Alto Representante para a Política Externa da União Europeia condenou, esta terça-feira, o assassínio no Burkina Faso de dois jornalistas espanhóis e de um cidadão irlandês num ataque de homens armados à caravana em que viajavam.

"Ao matarem jornalistas no Burkina Faso, os terroristas mostraram mais uma vez a sua cobardia e a sua verdadeira face criminosa: a dos defensores de um obscurantismo que destrói toda a liberdade de expressão", declarou Josep Borrell através da rede social Twitter, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

O incidente ocorreu na segunda-feira na área de Pama, no leste do país, onde homens armados lançaram uma emboscada contra uma patrulha de forças do Burkina Faso que vigia a caça ilegal. A patrulha, de cerca de 40 homens, era acompanhada pelos jornalistas David Beriáin e Roberto Fraile.

O Burkina Faso, que faz fronteira com o Mali e o Níger, no Sahel, e com a Costa do Marfim, Gana, Togo e Benim, é palco de ataques 'jihadistas' desde abril de 2015 quando elementos de um grupo ligado à Al-Qaida sequestraram um guarda de segurança romeno -- ainda desaparecido -- numa mina de manganês em Tambao, no norte do país.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de