UE condena qualquer ofensiva da Turquia na Síria

Recep Tayyip Erdogan acredita que pode ser lançada uma ofensiva turca a qualquer momento no norte da Síria.

A União Europeia (UE) opõe-se a qualquer ofensiva da Turquia no norte da Síria, alertando que "um retomar das hostilidades sabotaria os esforços feitos para uma resolução deste conflito", anunciou esta segunda-feira uma porta-voz do executivo comunitário.

"Qualquer retomar das hostilidades aumentará o sofrimento do povo sírio, aumentará as deslocações de pessoas e minará os esforços políticos já desenvolvidos para resolver este conflito", disse, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, a porta-voz para a Política Externa, Maja Kocijancic.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que uma ofensiva turca pode ser lançada a qualquer momento no norte da Síria, depois de Washington anunciar que não se envolveria numa operação contra os curdos.

"Há uma frase que repetimos o tempo todo: poderíamos entrar (na Síria) em qualquer noite sem aviso prévio. Está absolutamente fora de questão tolerarmos as ameaças desses grupos terroristas", disse Erdogan numa conferência de imprensa.

Os Estados Unidos anunciaram na noite de domingo que a Turquia lideraria "em breve" uma incursão militar no norte da Síria e que as tropas norte-americanas estacionadas no país deixariam a região antes desta operação contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG).

A Casa Branca fez este anúncio surpresa num comunicado que relatou uma conversa telefónica entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e Erdogan.

Pelo contrário, as milícias curdas foram aliadas dos Estados Unidos na luta contra o grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

A Turquia tem pressionado os Estados Unidos para criarem uma zona de segurança na Síria, uma faixa de 30 quilómetros ao longo da fronteira, onde planeia reinstalar refugiados sírios.

Desde 2016, a Turquia conduziu duas grandes operações militares no noroeste da Síria para limpar a região do Estado Islâmico e das YPG.

Ancara afirma que a presença das YPG e do PYD no leste do Eufrates é uma ameaça à sua segurança nacional e tem acusado os Estados Unidos de os armar e treinar.

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