UE e NATO trabalham em conjunto para coordenar retirada de pessoal do Afeganistão

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversaram pelo telefone sobre a complexa situação que enfrentam os cidadãos estrangeiros e os afegãos que querem sair do país desde domingo

A União Europeia e a NATO estão a trabalhar em conjunto para "coordenar e facilitar" a retirada de Cabul do seu pessoal e familiares, após a tomada da capital do Afeganistão pelos taliban, indicaram responsáveis das duas instituições.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversaram pelo telefone sobre a complexa situação que enfrentam os cidadãos estrangeiros e os afegãos que querem sair do país desde domingo, quando os taliban entraram em Cabul.

"Falei com a presidente Von der Leyen e com o presidente (do Conselho Europeu) Charles Michel sobre a situação no Afeganistão. A NATO continua a trabalhar estreitamente com a União Europeia e o resto da comunidade internacional para coordenar e facilitar as evacuações", escreveu Stoltenberg na rede social Twitter, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Von der Leyen também deu conta da chamada na mesma rede social, onde exortou a UE e a NATO a "manterem-se unidos face aos desafios de segurança criados pela nova situação e a mostrarem solidariedade com os grupos vulneráveis".

O alto representante para a Política Externa dos 27, Josep Borrell, disse hoje que mais de 100 das cerca de 400 pessoas que trabalhavam para o bloco no Afeganistão já chegaram a Madrid.

As outras 300 estão a tentar organizar a sua transferência para o aeroporto de Cabul, a parte "mais difícil" da viagem, adiantou Borrell.

Os taliban conquistaram Cabul no domingo, culminando uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO, e depois de terem tomado a maioria das capitais provinciais do país.

As forças internacionais estavam no Afeganistão desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada por Washington contra o regime extremista taliban (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, cérebro dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

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