UE não reconhece Alexander Lukashenko como Presidente da Bielorrússia

"Não foram livres e não atenderam aos padrões internacionais." A posição da UE sobre as Presidenciais na Bielorrússia levaram o coletivo de 27 a decidir avançar com sanções ao regime.

"A União Europeia é solidária com o povo da Bielorrússia." As palavras de Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, vaticinam a posição final: as eleições presidenciais na Bielorrússia "não foram livres nem justas e não atenderam aos padrões internacionais", pelo que a UE não reconhece o desfecho apresentado por Minsk. "Não reconhecemos os resultados apresentados pelas autoridades bielorrussas."

A UE disse não reconhecer Alexander Lukashenko como Presidente da Bielorrússia e prometeu avançar com sanções contra o regime, após uma reunião de emergência em resposta aos dez dias de protestos violentos contra o político há 26 anos no poder, noticiam o jornal The Guardian e a AFP. Na reunião de última hora, os 27 líderes da UE tiveram uma palavra a dizer.

Josep Borell, alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, realçou que "a posição da União Europeia é clara: os cidadãos bielorrussos têm o direito de serem representados por aqueles que escolherem livremente através de novas eleições inclusivas, transparentes e credíveis".

"Estamos impressionados e comovidos com a coragem do povo bielorrusso, que continua a protestar pacificamente pela democracia e pelos seus direitos fundamentais, apesar da repressão brutal das autoridades bielorrussas. Estamos solidários com eles e apoiamos totalmente o seu direito democrático de eleger o seu Presidente por meio de novas eleições livres e justas sob a supervisão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Reiteramos a nossa expectativa de que as autoridades bielorrussas se abstenham imediatamente de qualquer nova repressão e violência dirigida contra o povo bielorrusso e libertem imediata e incondicionalmente todos os detidos, inclusivamente prisioneiros políticos. A UE continua convicta de que um diálogo nacional inclusivo e uma resposta positiva às exigências do povo bielorrusso no sentido de novas eleições democráticas são a única forma de encontrar uma saída para a grave crise política na Bielorrússia que respeite os desejos do povo bielorrusso. À luz da situação atual, a UE está a rever as suas relações diplomáticas com a Bielorrússia."

Angela Merkel, chanceler alemã, manifestou também que "as pessoas da Bielorrússia sabem o que querem". É por isso que, prossegue, "queremos um caminho independente para a Bielorrúsia, onde as condições políticas são decididas pelo próprio país."

A chanceler alemã também revelou que Lukashenko rejeitou um telefonema seu. Merkel lamenta: "Só é possível mediar quando se está em contacto com as partes envolvidas."

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