Um ano depois da reeleição, Lukashenko deixou "sociedade civil mais fragilizada"

A investigadora do IPRI Sónia Sénica afirma que a Bielorrússia está cada vez mais isolada da comunidade internacional.

Há um ano, Alexander Lukashenko foi reeleito Presidente da Bielorrússia, com 80% dos votos, numas eleições que a comunidade internacional considerou irregulares. Sónia Sénica, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI), diz que, neste último ano, o regime de Alexander Lukashenko deixou a sociedade civil ainda mais frágil.

"Ao longo deste ano, houve claramente uma tendência de um enorme endurecimento da parte do regime liderado por Lukashenko, tendente a uma autocratização, no sentido em que se verifica uma liderança muito forte e centralizada, em detrimento de uma sociedade civil cada vez mais fragilizada internamente, quer em termos da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão e da liberdade de opinião", sustenta.

Para Sónia Sénica, é também evidente "uma campanha cada vez mais assertiva por parte do regime autocrático de Lukashenko no sentido de contrapor as manifestações e conter as ações de críticos e dissidentes".

A investigadora do IPRI afirma que a Bielorrússia está cada vez mais isolada da comunidade internacional. Sónia Sénica sublinha que o país já está a sofrer sanções da União Europeia, mas terá de mudar a postura.

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