FDA confirma um morto e um doente em estado crítico após toma da vacina da Johnson & Johnson

Autoridades de saúde norte-americanas recomendaram "uma pausa" na administração da vacina anti-Covid-19 de dose única.

Entre as quase sete milhões de pessoas que, nos EUA, tomaram a vacina da Johnson & Johnson registaram-se seis casos de coágulos sanguíneos, desenvolvidos cerca de duas semanas após a vacinação. Esses seis casos aconteceram a mulheres entre os 18 e 48 anos que desenvolveram tromboses. Uma delas morreu e a segunda, no Nebraska, foi hospitalizada e está em estado crítico, confirmou a Food and Drug Administration (FDA), que regula o mercado norte-americano do medicamento, em conferência de imprensa esta terça-feira.

Os cientistas da FDA relataram um quadro de trombose venosa cerebral, também associado a baixos níveis de plaquetas no sangue. O regulador afirmou que pediu a interrupção para permitir que os profissionais de saúde planeiem "o tratamento único necessário para este tipo de coágulo sanguíneo".

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças vai reunir um comité consultivo na quarta-feira "para rever mais a fundo os casos e avaliar a sua potencial importância. A FDA vai intervir, pois também investiga os casos".

Estas declarações foram feitas alguns dias depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter anunciado que também está a analisar possíveis casos de coágulos sanguíneos em pessoas que receberam o fármaco da Johnson & Johnson.

Nos EUA, a Casa Branca garantiu que esta suspensão não terá "impacto significativo" no processo de imunização, enquanto o laboratório anunciou que atrasará a entrega das doses para a Europa, o continente mais atingido pela pandemia, com mais de um milhão de mortes desde o início da crise sanitária.

"Tomámos a decisão de adiar proativamente a entrega da nossa vacina na Europa. A segurança e o bem-estar das pessoas que usam os nossos produtos são a nossa prioridade", disse a Johnson & Johnson, lembrando que mais de 6,8 milhões de doses da sua vacina anti-Covid já foram administradas nos EUA desde a sua autorização, no final de fevereiro.

Um número que "representa menos de 5% das doses administradas nos EUA até agora", informou Jeff Zients, coordenador da luta contra a Covid-19 na Casa Branca, citado pela AFP.

A chegada a Portugal das primeiras 30 mil doses da vacina desta farmacêutica estava prevista para quarta-feira, mas a Johnson & Johnson anunciou esta terça-feira que vai atrasar o envio do fármaco para a Europa devido à suspensão preventiva nos EUA.

Questionada sobre o assunto, a ministra da Saúde, Marta Temido, considerou ser ainda muito cedo para comentar a recomendação das autoridades de saúde dos Estados Unidos.

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