Uma "cadeira de sonho"? Os desafios de Elisa Ferreira como comissária europeia

A gestão de um orçamento de 300 mil milhões de euros, o Mecanismo para a Transição Justa no âmbito da transição energética, a lei climática europeia e o cumprimento do Pacto de Estabilidade. Elisa Ferreira conta à TSF alguns dos primeiros passos como comissária europeia.

Na semana em que apresentou o mecanismo para apoiar as regiões mais afetadas pela transição para a neutralidade carbónica, Elisa Ferreira vem à TSF explicar tudo.

A Europa da coesão e reformas, o Green Deal, as prioridades da comissária europeia numa entrevista de Ricardo Alexandre no programa O Estado do Sítio, este sábado, em direto, e sempre, em tsf.pt.

Elisa Ferreira é a primeira mulher portuguesa escolhida para o cargo de comissária europeia. Já foi ministra, deputada na Assembleia da República, deputada no Parlamento Europeu e vice-governadora do Banco de Portugal, exatamente por esta ordem. Mas a política aconteceu-lhe por acaso. Ainda em criança, queria ser empregada doméstica.

A licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e depois o mestrado e o doutoramento na Universidade de Reading, no Reino Unido, tornaram-na mais tarde na primeira mulher doutorada na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, onde deu aulas (assim como na Universidade Católica).

Passou pela Associação Industrial Portuense, pela Comissão de Coordenação da Região Norte, pela Comissão Executiva da Operação Integrada de Desenvolvimento do Vale do Ave, pelo Programa de Investigação sobre Gestão de Recursos Hídricos financiado pela NATO, pelo Projeto de Gestão Integrada dos Recursos Hídricos do Norte e ainda pelo Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística.

A veia política entraria bem mais tarde na vida de Elisa Ferreira, em 1995, a pedido daquele que hoje ocupa o lugar de secretário-geral das Nações Unidas. António Guterres convidou Elisa Ferreira para assumir a pasta do Ambiente no seu Governo, mas recebeu uma recusa.

"Picada" por Guterres, acabou por aceitar a pasta do Ambiente, no primeiro Governo de António Guterres (1995-1999), e foi ainda ministra do Planeamento, no segundo (1999-2002).

Embora não seja militante do PS, Elisa Ferreira sempre trabalhou com socialistas. Quando o PS perdeu as eleições para o PSD (com Durão Barroso), a economista entrou, pela primeira vez, na Assembleia da República como deputada, pela bancada socialista (de 2002 a 2004).

O salto do Parlamento português para o europeu surgiu em 2004. Nessa altura, Elisa Ferreira foi eleita nas listas do PS. Ali ficou até 2016, integrou a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e foi coordenadora do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas.

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