Uma calçada portuguesa num jardim de Budapeste? Agora há uma, e vai receber a visita de Marcelo
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Uma calçada portuguesa num jardim de Budapeste? Agora há uma, e vai receber a visita de Marcelo

Esta simbólica obra tem um metro quadro, representa a cidade de Lisboa em território húngaro e foi construída em apenas dois dias, antes da chegada do Presidente da República à Hungria.

É segunda-feira de manhã. Estamos num tranquilo jardim, no lado buda da cidade de Budapeste. É deste lado da cidade (o rio Danúbio divide a cidade em dois, o outro lado é peste), que está situado o Palácio Real de Budapeste, o local onde Marcelo Rebelo de Sousa visita o Presidente da Hungria, para batizar a inauguração de uma simbólica obra de calçada portuguesa, como forma de assinalar a Presidência Portuguesa do Conselho Europeu e de, ao mesmo tempo, celebrar os laços entre Lisboa e Budapeste.

No jardim Európa Liget, às portas do bonito Bairro do Castelo, à medida que se sobe as várias escadas para chegar ao parque, começa a ouvir-se umas pancadas fortes, umas marteladas. O som está cada vez cada vez mais perto - "pá... pá... pá... pá... pá!" - É o mestre calceteiro da Câmara Municipal de Lisboa, Vítor Graça, que está em contra relógio, a tentar terminar a obra. "Isto já devia estar praticamente pronto", atira, cansado, o calceteiro, lançando um longo suspiro.

Estão quase 30 graus. Vítor Graça, de 53 anos, está em mangas de camisa, debruçado, com um ar atarefado e cansado, mas continua a martelar. Ele veio de propósito da capital portuguesa para finalizar esta calçada e tem de estar pronto quando o Presidente da República chegar: "Isto amanhã tem de estar pronto!", exclama, preocupado.

Este pedaço de arte, candidato a Património Cultural Imaterial Nacional, está junto a uma árvore e a uma pedra, alusivas a Lisboa. Na pedra está inscrito Lisszabon (Lisboa em húngaro). A ideia é juntar, num espaço de 1 metro quadrado, dezenas de pedras brancas da calçada portuguesa e algumas pretas que formam uns desenhos simbólicos: "é o símbolo de Lisboa e da Câmara Municipal, a caravela, que representa os descobrimentos, e os dois corvos da cidade, que no fundo são os símbolos da Câmara Municipal de Lisboa", explica Vítor Graça.

Esta é uma iniciativa organizada pela Embaixada de Portugal e o Instituto Camões, em Budapeste, com a colaboração com as Escolas de Jardinagem e de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa e com a autarquia do Bairro do Castelo da capital húngara. A obra é visitada esta terça-feira, dia 15 de junho, às 14h00, pelo Chefe de Estado português, que se encontra em Budapeste em visita oficial de Estado, também para acompanhar o primeiro jogo da Seleção Portuguesa de Futebol no Euro 2020.

É terça-feira. A obra está pronta. Está a chegar Marcelo Rebelo de Sousa. "Parece que vem aí o sr. Presidente. Vai almoçar ali na residência oficial do Presidente da Hungria e, depois, vem aqui ver o trabalho", afirma, com orgulho, este calceteiro da Câmara Municipal de Lisboa, autor da construção da obra. E o trabalho ficou digno. Lisboa tem agora um pedaço em Budapeste.

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