Umaro Sissoco Embaló vence presidenciais na Guiné-Bissau

Candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática foi eleito com 53,55 % dos votos.

Umaro Sissoco Embaló, candidato do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), venceu as eleições presidenciais da Guiné-Bissau, anunciou hoje a Comissão Nacional de Eleições.

Segundo os resultados apresentados pela CNE, numa unidade hoteleira em Bissau, Umaro Sissoco Embaló foi eleito Presidente da Guiné-Bissau com 53,55 % dos votos.

O candidato derrotado Domingos Simões Pereira obteve 46,45 % dos votos e só ganhou nas regiões de Biombo, Bolama/Bijagós, diáspora e setor autónomo de Bissau.

Umaro Sissoco Embalo venceu nas regiões de Pombali, Quinara, Oio, Bafatá, Gabu e Cacheu.

Em declarações à TSF, Miguel Barros, investigador do ISCTE e do centro de estudos sociais Amílcar Cabral, considera que estes resultados mostram que o pais está dividido.

Votaram 555.521 eleitores (71,92 %) e a abstenção foi de 27,33 %, uma subida em relação à primeira volta quando se abstiveram mais de 25 %.

A segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau realizou-se no domingo.

Portugal pronto para colaborar com a Guiné-Bissau

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros expressou hoje a firme intenção de Portugal colaborar com o novo Presidente eleito da Guiné-Bissau, incrementando a colaboração no quadro bilateral, e multilateral, com aquele país africano de língua oficial portuguesa.

Augusto Santos Silva falava à agência Lusa sobre o desfecho das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, que Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática, venceu à segunda volta, com 53,55% dos votos, segundo resultados provisórios divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Em declarações à Lusa, Santos Silva salientou o "enorme civismo e maturidade democrática demonstrados pelo povo guineense nestas eleições presidenciais", notando que estas "são muito importantes porque fecham um ciclo político-eleitoral" que todos esperam que resulte na "estabilidade institucional da Guiné-Bissau".

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros quis ainda "registar e saudar" o facto de os resultados eleitorais indicarem uma possível vitória do candidato Umaro Sissoco Embaló, aproveitando para, em nome de Portugal, manifestar a vontade do Estado português em colaborar com o novo Presidente guineense da "mesma forma que tem colaborado com todas as autoridades guineenses".

"Isto é, com o único propósito de aprofundar o nosso relacionamento bilateral, incrementando o nível da nossa cooperação no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ou em outros quadros multilaterais" e também colaborar com a Guiné-Bissau "nas agendas de interesse comum para ambos os países".

Notícia atualizada às 15h50

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