União Europeia adoptou novas sanções contra a Bielorrússia

Comissão Europeia decidiu quarta ronda de sanções, mas o chefe da diplomacia admite que a lista pode não ficar por aqui.

A União Europeia decidiu hoje aplicar uma nova ronda de sanções contra personalidades e instituições ligadas ao poder na Bielorrússia, para condenar as ações do governo de Minsk que resultaram no sequestro e detenção do ativista opositor do regime, Roman Protasevich.

"Adotámos hoje, em relação à Bielorrússia, o maior pacote de sanções, incluindo 86 indivíduos e entidades, e em particular, apontando àqueles que estão por de trás do sequestro do avião com o senhor Protasevich a bordo", afirmou o Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell.

As medidas são coordenadas com o Canadá, com o Reino Unido, e com os Estados Unidos. Os ministros "também anotaram opções para sanções económicas seletivas", afirmou Borrell, garantindo que está "em vista a sua adoção rápida, depois das orientações do Conselho da União Europeia".

O chefe da diplomacia espera que as sanções tenham o impacto desejado, mas admite que podem não ficar por aqui, assegurando que os ministros "foram muito cautelosos a adotar estas decisões".

"Este é a quarta ronda de sanções. Não excluo preparar uma quinta ronda. Porque esta é a forma que temos para influenciar o comportamento dos que são responsáveis pelo que está a acontecer na Bielorrússia", afirmou.

A União Europeia foi pronta a reagir, exigindo a "libertação imediata" do ativista Raman Protasevich e da namorada Sofia Sapega. Mas, na Cimeira Europeia de 24 e 25 de maio, foram mais longe, encerrando o espaço aéreo aos voos de companhias bielorrussas, e decidindo alargar a lista de sanções a grupos económicos e a personalidades ligadas ao poder.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de