União Europeia reafirma a Kiev apoio em caso de agressão russa

Josep Borrell prometeu que os Estados-membros da UE serão "resolutos e decisivos na atuação em caso de nova agressão russa".

A União Europeia (UE) reafirmou às autoridades ucranianas que vai apoiar a Ucrânia no caso de uma "nova agressão russa", disse neste sábado o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Josep Borrell escreveu na sua conta na rede social Twitter que falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, na sexta-feira à noite, "sobre os últimos acontecimentos", em particular as questões de segurança.

"A UE e os seus parceiros estão unidos no apoio à Ucrânia. Seremos resolutos e decisivos na atuação em caso de nova agressão russa", escreveu Borrell, citado pela agência espanhola EFE.

"Estamos juntos", acrescentou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol.

A Ucrânia e os seus aliados ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira ucraniana para invadir novamente o país, depois de lhe ter anexado a península da Crimeia em 2014.

A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança, incluindo garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Os contactos entre representantes da UE e os seus parceiros multiplicaram-se nas últimas horas, para resolver a tensão crescente entre a Rússia e a Ucrânia.

A UE e os EUA estão a coordenar os preparativos para um pacote de sanções "sólido e abrangente", que será aplicado rapidamente em caso de agressão militar por parte da Rússia, disse neste sábado a Comissão Europeia.

A questão foi discutida na sexta-feira à noite, numa conversa telefónica entre o chefe de gabinete da presidente da Comissão Europeia, Bjoern Seibert, e a secretária de Estado Adjunta dos Estados Unidos, Wendy Sherman, e numa videoconferência com o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca Jake Sullivan.

Além da coordenação das sanções, a UE e os Estados Unidos discutiram medidas para apoiar a economia ucraniana e para enfrentar qualquer interrupção do fornecimento de energia à Europa, segundo a EFE.

Os Estados Unidos disseram, na sexta-feira, que a Rússia poderá invadir a Ucrânia a qualquer momento nos próximos dias e pediram aos norte-americanos para abandonarem imediatamente o país, no que foram seguidos por outros governos ocidentais.

A UE anunciou, também na sexta-feira, que autorizou o pessoal não essencial da sua representação diplomática em Kiev a deixar a Ucrânia.

Face ao agravamento da tensão, o Presidente norte-americano, Joe Biden, vai falar neste sábado, ao telefone, com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, num contacto acertado pelos respetivos chefes de gabinete na sexta-feira.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, também vai falar hoje ao telefone com Putin, em mais um esforço para tentar evitar um conflito armado.

A França exerce atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE).

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, anunciou igualmente que vai falar neste sábado com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

As várias rondas de conversações diplomáticas nos últimos dias não trouxeram progressos na resolução da crise, que o Ocidente descreve como uma das mais perigosas desde o fim da Guerra Fria, há três décadas.

Washington e os países europeus anunciaram também que estão a enviar milhares de tropas para o Leste da Europa em apoio à Ucrânia.

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