Vacinados cerca de 500 membros da comunidade lusófona de Toronto

Todos aqueles em situação indocumentada, não tiveram que apresentar o cartão de saúde, nem necessitaram de se identificar.

Cerca de 500 membros da comunidade de expressão portuguesa foram vacinados no sábado contra a Covid-19 numa clínica temporária no bairro de Davenport, em Toronto.

Em clima de festa, com música em português e pastéis de nata, o Centro Comunitário de Saúde do bairro Davenport--Perth, com a colaboração da vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, Ana Bailão, e de vários voluntários, vacinou centenas de pessoas, com mais de 12 anos, com a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Todos aqueles em situação indocumentada, não tiveram que apresentar o cartão de saúde, nem necessitaram de se identificar, para receber a 'injeção'. Também aqueles com 70 e mais anos, tiveram a hipótese de receber a segunda dose da vacina.

"Estamos em pleno junho, o mês do Património e da Herança Cultural Portuguesa reconhecido pelas autoridades do Canadá. Aproxima-se o 10 de junho, o Dia de Portugal. Não há melhor forma de celebrar do que criar facilidade para as pessoas de expressão portuguesa obterem a sua vacina contra a Covid-19", disse à Lusa Ana Bailão.

Alguns dos candidatos a receberam a vacina, tiveram mesmo de esperar várias horas, numa clínica que funcionou entre as 10h00 e as 18h00 (entre as 15h00 e as 23h00 em Lisboa) de sábado.

Junto ao centro comunitário, mesmo antes da abertura das portas, centenas de pessoas esperavam em fila, na área envolvente.

Conceição Sousa, na companhia do marido, Emanuel, tiveram de esperar mais de duas horas, para receberem a primeira dose da vacina, mas para este casal "valeu pena".

"É importante sermos vacinados devido a esta pandemia global. É uma maneira de recuperarmos a autoestima após este confinamento. Se tivéssemos de esperar o dia inteiro, não tínhamos nenhum problema", disse.

Cláudio Costa afirmou ter respondido ao apelo das autoridades sanitárias "cumprindo o dever em comparecer para levar a vacina".

"Estou a fazer a minha parte, porque só assim vamos conseguir superar. A vacina vai ajudar a voltar um pouco à normalidade", sublinhou.

A vereadora municipal de Toronto eleita pelo círculo eleitoral de Davenport sublinhou ainda o objetivo da iniciativa de "incentivar e motivar" as pessoas na comunidade portuguesa a receberem a vacina.

Com o modelo provincial na marcação das vacinas a basear-se através de um sistema 'online' e por telefone, que não favorece a faixa etária mais idosa, estas clínicas de vacinação temporária "facilitam todo o processo", salientou.

Mais de dois milhões de habitantes de Toronto já foram vacinados contra a Covid-19 e 70% receberam pelo menos uma dose da vacina.

"Os serviços em português disponibilizados nesta clínica criam um nível de conforto em caso de alguma dúvida", acrescentou Bailão, reconhecendo, no entanto, que os restantes "30% dos habitantes de Toronto", são sempre os "mais difíceis".

Durante a clínica passaram pelo local vários líderes comunitários, políticos locais, como a deputada provincial eleita pela Davenport, Marit Stiles, e o presidente da Câmara Municipal de Toronto, John Tory.

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