Vencedora do Nobel da Paz acusa empresas de tecnologia de serem "grandes inimigos da verdade"

Jornalista recordou a longa lista de companheiros que foram mortos no último ano.

As grandes empresas norte-americanas de tecnologia são os "grandes inimigos da verdade". Foi neste tom a intervenção da jornalista filipina Maria Ressa, que há pouco recebeu pessoalmente o Nobel da Paz de 2021 na academia de Oslo.

O Presidente das filipinas, Rodrigo Duterte, autorizou excecionalmente a saída de Maria Ressa do país. No palco do Nobel, a jornalista recordou a longa lista de companheiros que foram mortos nos último ano e virou-se contra os gigantes tecnológicos como adversários do jornalismo e da verdade.

"Como deuses todo poderosos, guardiões, fizeram com que o vírus da mentira nos afetasse a todos, lançaram-nos uns contra os outros e trouxeram ao de cima os nossos medos, raiva, ódio e abriram espaço à ascensão do autoritarismo e dos ditadores. Isto só quer dizer que temos de trabalhar mais. Para sermos bons temos de acreditar que o bem existe", afirmou Maria Ressa.

Este Nobel, a escolha de dois jornalistas para ao Nobel da Paz de 2021, é um marco na democracia e para Maria Ressa é um sinal positivo de que o bem pode vencer.

"A última vez que um jornalista no ativo recebeu este prémio foi em 1935. Deveria tê-lo recebido em 1936, mas nunca chegou a Oslo porque definhou num campo de concentração nazi. Estamos aqui, com sorte, durante mais algum tempo. Eu e o Dmitry temos sorte porque podemos falar convosco agora", acrescentou a jornalista, vencedora do Prémio Nobel da Paz.

O outro laureado, o jornalista russo Dmitry Muratov, da Novaya Gazeta, pediu na cerimónia um minuto de silencio "para que os jornalistas morram de velhos".

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