Venezuela denuncia nova violação do espaço aéreo por avião dos EUA

As autoridades venezuelanas acusaram um avião norte-americano de ter violado o espaço aéreo nacional durante 80 minutos, na tarde de terça-feira.

"Foi novamente detetada, pelos sensores do Comando de Defesa Aeroespacial Integral [CODAI], uma aeronave dos Estados Unidos de América tipo RC135, de 'inteligência' (serviços secretos) estratégica", pode ler-se num comunicado.

No documento, divulgado através da rede social Twitter, o CODAI explicou que a aeronave "pôs a segurança das operações aéreas ao norte da Venezuela em risco, ao entrar na Zona de Informação de Voo (FIR) de Maiquetía sem cumprir os protocolos internacionais".

No diagrama que acompanha a denúncia lê-se que a aeronave foi detetada pelo radar pelas 13h10 (17h10 em Portugal) de terça-feira, na FIR do Curaçau.

A aeronave, pelas 13h55 (17h55 em Lisboa), "entrou na FIR de Maiquetía e os serviços de trânsito aéreo tentaram estabelecer comunicação, sem obter resposta efetiva", precisa-se.

"Pelas 15h15 (19h15 em Lisboa) a aeronave RC-135V dos Estados Unidos de América abandonou a Região de Informação de Voo de Maiquetía sem estabelecer comunicação alguma", explica-se.

Segundo as autoridades venezuelanas, 35 minutos mais tarde a aeronave deixou de ser visível no radar, depois de ter entrado na FIR de Curaçau.

A 29 de setembro, as Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela anunciaram ter detetado a presença de 54 aeronaves norte-americanas em trabalhos de exploração no espaço aéreo do país nos últimos 30 dias.

"Apenas durante este período de 30 dias podemos detetar mais de 54 aeronaves norte-americanas, fazendo exploração no FIR de Maquetía (espaço de controlo aéreo de Maiquetía) e em outras áreas", disse o comandante-chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças (CEO-FANB).

Remígio Ceballos falava durante uma reunião do Estado Maior Conjunto militar durante a qual fez um balanço geral dos Exercícios Militares Venezuela Soberania e Paz, que tiveram lugar entre 10 e 28 de setembro em várias regiões do país.

"Também na frente atlântica, um F3 [avião militar norte-americano] foi detetado a fazer exploração radioeletrónica", frisou.

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