Vice-primeiro-ministro britânico determinado em "rebater e refutar" queixas de intimidação

Dominic Raab é acusado de ter um comportamento "abrasivo, controlador e degradante" e de provocar "demasiado medo" aos funcionários.

O vice-primeiro-ministro britânico, Dominic Raab, afirmou esta quarta-feira no parlamento estar determinado em rebater as queixas de alegada intimidação a funcionários do seu gabinete, às quais o primeiro-ministro, Rishi Sunak, concordou abrir um inquérito.

Confrontado pela vice líder do Partido Trabalhista (principal força da oposição), Angela Rayner, sobre um alegado comportamento "abrasivo, controlador e degradante" e os relatos de que funcionários têm "demasiado medo de estar no gabinete" e estão "impedidos de se encontrar com funcionários de escalão inferior sem supervisão", Raab afirmou estar confiante em relação ao seu comportamento, referindo que sempre atuou de forma profissional.

O "número dois" do executivo, e também titular da pasta da Justiça, disse ainda estar determinado "a rebater e refutar absolutamente qualquer das queixas feitas".

Raab substituiu hoje Rishi Sunak na sessão semanal de perguntas dos deputados ao primeiro-ministro no parlamento britânico. Sunak tem estado em Bali, na Indonésia, onde participou na cimeira de líderes do G20 (grupo das principais economias mundiais), que hoje terminou.

Nos últimos dias têm sido noticiadas queixas de funcionários públicos sobre o alegado comportamento abusivo e de intimidação de Raab nos vários postos que ocupou no Governo, nomeadamente na tutela das pastas dos Negócios Estrangeiros e da Justiça.

Hoje, o vice-primeiro-ministro escreveu a Sunak a pedir uma "investigação independente" a duas "queixas formais", cuja existência disse ter sido informado esta manhã, tendo o chefe do Governo concordado que "estas questões sejam investigadas inteiramente".

"Integridade, profissionalismo e responsabilidade são valores centrais deste Governo", justificou Rishi Sunak.

Esta controvérsia surge apenas dias depois da demissão do ministro sem pasta Gavin Williamson, na sequência de acusações de intimidação a colegas e funcionários públicos quando foi ministro da Defesa e da Educação.

Rishi Sunak admitiu no parlamento na quarta-feira passada lamentar ter nomeado "alguém que teve de se demitir nestas circunstâncias", tendo avaliado o comportamento sobre o qual foram feitas as queixas como "inaceitável".

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