Vírus do Nilo faz três mortos em Espanha. Especialistas dizem que poderia chegar a Portugal

Transmite-se através da picada de um mosquito e os casos apareceram na região da Andaluzia.

Chama-se vírus do Nilo, transmite-se por uma picada de mosquito e está afetar a região da Andaluzia, em Espanha, onde já provocou a morte de três pessoas: dois homens de 70 e 77 anos e uma mulher de 85. Sevilha é a zona mais afetada, com 33 pessoas infetadas e 14 hospitalizadas.

A incidência de casos na Andaluzia explica-se com a existência de aves migratórias portadoras do vírus, com as altas temperaturas e com a humidade, propícias à aparição deste tipo de mosquito. Os especialistas não descartam, no entanto, que o vírus do Nilo possa alastrar ao resto da península, Portugal incluído.

"É completamente plausível que esta doença se possa desenvolver em qualquer ponto da Península Ibérica. Está presente na Europa de forma importante há muitos anos. O último surto importante ocorreu em 2018, com mais de 2.000 casos em Itália, na Grécia e na Roménia e é de estranhar que a Península Ibérica, tanto Portugal como Espanha tenha tido tão poucos casos", considera Marta Díaz, especialista em doenças infecciosas e medicina tropical.

Ao contrário do Covid-19, por exemplo, o vírus do Nilo não se transmite de pessoa para pessoa. A maioria dos casos, cerca de 85%, são assintomáticos e 14% tem sintomas ligeiros.

"Pode aparecer febre, dores nas articulações, um pouco de diarreia, comichão no corpo. É um quadro tão pouco específico que nos pode fazer pensar em qualquer doença que não seja esta. Até mesmo no coronavírus, nesta altura", conta a especialista.

O problema está em cerca de 1% dos pacientes cujo prognóstico pode ser extremamente grave. "Menos de 1% dos casos podem sofrer consequências neurológicas e a doença pode ser perigosa e até mortal. São fundamentalmente encefalites e meningites, com sintomas como muita dor de cabeça, fotofobia, rigidez no pescoço...", explica Díaz.

Os doentes crónicos e as pessoas idosas são os principais grupos de risco e a prevenção passa pela aplicação frequente de repelente de mosquitos, o uso de roupa de manga larga e evitar os passeios durante o nascer e o pôr-do-sol.

Nesta altura as autoridades consideram que o surto é já um problema de saúde pública e estão a realizar trabalhos de fumigação para acabar com a praga de mosquitos, que aumentaram cerca de 30% naquela região, e impedir que alastre a outras zonas de Espanha e da Península Ibérica.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de