Vírus não vai desaparecer. OMS diz que é essencial controlo rápido de surtos

Michael Ryan lembra que as nações insulares que conseguiram acabar com a transmissão "estão sob o risco de reimportar casos".

O ataque imediato a surtos de Covid-19 em países que saíram do confinamento é essencial para evitar novas vagas da doença, afirmou a Organização Mundial de Saúde, admitindo que nas condições atuais, o novo coronavírus não vai desaparecer.

Os surtos localizados da doença "eram de esperar com o fim do confinamento", afirmou em conferência de imprensa o responsável do Programa de Emergências Sanitárias daquela agência das Nações Unidas, considerando "improvável que se possa eliminar ou erradicar" os casos de Covid-19.

Mesmo as nações insulares que conseguiram acabar com a transmissão "estão sob o risco de reimportar casos", frisou Michael Ryan, indicando que "é um dado adquirido que há sempre o risco de novos casos".

O que importa é "vigiar os pequenos surtos e extingui-los rapidamente" com medidas como "confinamentos geograficamente limitados", defendeu.

A OMS lançou hoje uma iniciativa para encorajar os 1,3 mil milhões de fumadores em todo o mundo a abandonarem o tabaco durante a pandemia, salientando que se sujeitam às manifestações mais graves da doença se a apanharem.

Pela Internet, os fumadores poderão ter acesso a uma "profissional de saúde virtual" chamada Florence, disponível 24 horas por dia, que os poderá encaminhar para tratamentos de substituição de nicotina e outras terapias para deixar de fumar.

A experiência piloto desta profissional virtual será lançada na Jordânia, país onde mais de 80 por cento dos homens com mais de 18 anos consomem alguma forma de tabaco.

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