Von der Leyen a favor da participação do ocidente no G20, apesar da presença de Putin

Presidente da Comissão Europeia defende que é "melhor" os países ocidentais dizerem "pessoalmente" ao presidente russo o que pensam. "O G20 é importante demais para que deixemos Putin destruí-lo", acrescenta.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, é a favor da participação dos países ocidentais na próxima cimeira do G20 em novembro na Indonésia, apesar da provável presença do Presidente russo.

"Acho que é melhor para ele [Vladimir Putin] dizermos pessoalmente, caso venha, o que pensamos, e que tome uma posição", disse Ursula von der Leyen ao canal de televisão alemão ZDF domingo à noite.

Ursula Von der Leyen foi questionada sobre a possibilidade de um boicote dos países ocidentais ao G20 (Grupo das 20 maiores economias mundiais, que inclui a União Europeia) e falou à margem do G7 que está decorrer na Alemanha.

"O G20 é importante demais para os países em desenvolvimento, países emergentes, para que deixemos Putin destruí-lo", acrescentou von der Leyen.

A Indonésia, que está atualmente na presidência do G20, está a organizar a cimeira que se deverá realizar em Bali em novembro.

O país tem sofrido forte pressão do Ocidente, liderado pelos Estados Unidos, para excluir a Rússia por causa da invasão da Ucrânia.

No entanto, Jacarta resistiu, argumentando que a sua posição como anfitrião exige que permaneça "imparcial", segundo o Presidente Joko Widodo, que também convidou o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Se os chefes de Estado ocidentais viajarem para Bali, será o primeiro encontro físico com o presidente russo desde que Moscovo invadiu a Ucrânia.

"Devemos discutir juntos [com os Estados membros da EU]", sobre o assunto" afirmou von der Leyen.

Por seu lado, quando questionado, o chanceler alemão Olaf Scholz, cujo país é atualmente presidente do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo), também abriu as portas à participação no G20, mesmo que Putin esteja presente.

"O mundo ainda pode mudar significativamente até lá, mas está muito claro que o G20 desempenha um papel importante", disse à ZDF.

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