Von der Leyen quer instrumento de emergência para proteger mercado único

Ursula von der Leyen argumentou que, de modo a que a União Europeia esteja convenientemente preparada para futuras crises, é necessário ir além de medidas pontuais.

A Comissão Europeia está a trabalhar num instrumento de emergência para proteger o mercado único e garantir que as perturbações ocorridas durante a pandemia da covid-19 não voltam a verificar-se, anunciou esta terça-feira a presidente do executivo comunitário.

Intervindo na sessão de abertura dos Dias da Indústria da UE, que este ano decorrem em formato virtual precisamente devido à covid-19, Ursula von der Leyen sublinhou que é necessário "aprender as lições da crise" e, nesse contexto, lembrou que "a pandemia levou a perturbações sem precedentes no mercado único" europeu.

"Formaram-se filas de camiões nas nossas fronteiras internas, exportações de produtos vitais de um Estado-membro para o outro foram proibidas ou restringidos, e trabalhadores transfronteiriços por vezes viram-se retidos num limbo. Isto nunca mais pode voltar a acontecer", declarou.

A presidente da Comissão apontou que Bruxelas, "desde o início", tomou várias medidas para fazer face a estas perturbações na circulação dentro do espaço comunitário.

Conseguiu, por exemplo, que fossem levantadas dezenas de restrições de exportações, criou as 'vias verdes' nas passagens fronteiriças, e coordenou, em conjunto com os Estados-membros, as medidas nacionais em controlos das fronteiras.

"Se todos seguirmos estas regras, podemos abrandar a propagação do vírus sem danificar a nossa economia", apontou.

Contudo, Ursula von der Leyen argumentou que, de modo a que a União Europeia esteja convenientemente preparada para futuras crises, é necessário ir além de medidas pontuais.

"Precisamos de ter preparada uma solução estrutural. E é por isso que estamos a trabalhar num instrumento de emergência do mercado único, que assegure a livre circulação de bens, serviços, pessoas com maior transparência e coordenação e acelere decisões sempre que ocorrer uma situação crítica", advogou.

"O mercado único torna a Europa forte e, por isso, devemos preservá-lo e fazê-lo funcionar em todas as circunstâncias, sobretudo quando mais dele precisamos", sublinhou.

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